De acordo com o secretário da SMS, Carlos Henrique Casartelli, a ideia é reduzir o número de pacientes internados e agilizar a entrega dos diagnósticos. “O problema da superlotação é um problema antigo e não apenas nas emergências do GHC, mas em qualquer outra emergência. Contudo, é uma situação inadmissível. Por isso, a partir do momento em que implementarmos o projeto e, através do processo de avaliação diária, em 100 dias teremos resolvida essa questão. Ela consiste, basicamente, em dar uma alta a mais por dia”, explicou.
O secretário também destacou que estão previstas a criação e readequação de leitos de retaguarda nos hospitais. Segundo ele, serão cerca de 100 no hospital independência, 70 no Complexo Santa Casa e 50 no GHC. Na avaliação do secretario, 80% dos pacientes que estão internados nos hospitais não deveriam estar ali. Ele ressaltou que essas pessoas deverão ser encaminhadas para atendimento ambulatorial, desafogando o sistema.
A vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil, considerou o plano improvável de ser realizado, já que não foi informado o valor do investimento. “Eu parto do principio que, para qualquer ação ser realizada no País, deve se levar em conta o orçamento. Porém, até o momento a Secretaria não informou de onde vem ou virá este investimento. Essa é a nossa preocupação, a falta de comprometimento”, declarou. Em relação aos recursos, Casarteli informou que está prevista para os próximos dias uma viagem a Brasília na busca do aporte financeiro necessário.
Conforme o coordenador Municipal de Atenção às Urgências, Jorge Osório, serão priorizados quatro eixos estratégicos: a ampliação e organização da rede de atenção das urgências; a gestão clínica de todos os concorrentes; as linhas de cuidado prioritárias nas áreas cardiovascular, neurovascular, e traumatologia; além da contratualização com a rede de atenção. O Plano 100 foi desenvolvido através de um grupo de trabalho que tomou como base a integração entre todos os serviços de emergência disponíveis.
Quatro emergências da Capital restringem atendimento devido à superlotação
Cinco hospitais de Porto Alegre enfrentam superlotação e quatro emergências, em três deles, restringem o atendimento a pacientes em estado grave, na tarde desta quinta-feira, na Capital. É o caso do Clínicas, onde há 143 pacientes em um local com 49 vagas.
No Complexo Santa Casa, o problema ocorre nos dois setores de emergência adulto. No Santa Clara, com 12 leitos pelo SUS, há 27 pessoas sendo atendidas. O Dom Vicente Scherer recebe 17 pacientes nas dez vagas para convênios e particulares.
O Ernesto Dornelles, que atende convênios, está com os oito leitos ocupados. O tempo de espera no local é de até três horas. A direção das instituições pede que a população procure outros locais em casos de menor urgência.
O Hospital Conceição opera com o triplo da capacidade, mas segue atendendo a todos os pacientes, de acordo com a prioridade. Há 171 pessoas aguardando em um espaço próprio para 50. No São Lucas da Puc, a emergência do SUS, com 15 vagas, atende 41 adultos neste momento.
*Com informações da Rádio Guaíba