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Porto Alegre não atinge meta e vacinação contra pólio é prorrogada

Procura também foi abaixo do esperado no interior do Estado

Sem atingir a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Porto Alegre decidiu prorrogar, no início da noite deste sábado, a campanha de vacinação contra a pólio, também conhecida como paralisia infantil, para crianças com até 5 anos. A mobilização, que deveria ocorrer apenas hoje, vai prosseguir até a próxima sexta-feira. A Secretaria de Saúde da Capital culpou o mau tempo pela procura insuficente, em dia de passe livre no transporte público. Durante a semana, a vacinação poderá ser feita em todos os postos de saúde de Porto Alegre.

Até às 19h, dados parciais do governo federal indicavam que somente 68% do público-alvo havia recebido a primeira dose da vacina em Porto Alegre. "As metas não vem sendo atingidas há alguns anos. Talvez pelo fato de o Brasil não ter registrado mais problemas com a doença, a sociedade tenha se desmobilizado", avaliou o coordenador do Centro Municipal de VIgilância em Saúde, Anderson Lima. O último caso da paralisia infantil no País ocorreu em 1989. Mesmo assim, 26 países ainda têm casos da doença.

Em todo o Estado, a meta de imunização contra a pólio também não foi atingida. As estatísticas parciais apontam que cerca de 70% das crianças gaúchas receberam a primeira dose. Os dados ainda serão atualizados. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, cada município terá autonomia para definir se a campanha será prorrogada ou não. A meta é vacinar 656 mil crianças.

A segunda dose da vacina será aplicada no dia 13 de agosto. A criança, segundo as autoridades de saúde, só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas.

Neste sábado, também teve início a campanha de vacinação contra o sarampo, que seguirá até o dia 22 de julho. O objetivo é imunizar crianças de 1 a 7 anos incompletos.

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