“A dengue autóctone é aquela contraída dentro do próprio território” destacou, revelando que as equipes trabalham o ano todo no controle, visitando casas e distribuindo material com orientações quanto à prevenção destes casos. Lembra que no ano passado a Secretaria Municipal da Saúde precisou contar com o apoio da Justiça para remover um depósito de restos de construções localizado no bairro Partenon. “Um verdadeiro criatório do mosquito da dengue. De lá retiramos mais de 70 caminhões com restos de materiais, principalmente vasos sanitários velhos com depósito de água”, salientou.
Outro dado importante revelado pelos técnicos da Vigilância é quanto às regiões com maior possibilidade de se desenvolver o mosquito. Segundo eles, o Partenon e as vilas Bom Jesus e São José nos últimos anos têm registrado focos. Ele elencou uma série de ações comunitárias de desratização e vacinação parasitária nos bairros e vilas da cidade, esclarecendo que as equipes quando são chamadas realizam um criterioso levantamento local, batendo de casa em casa para verificar a saúde dos animais.
O agente de fiscalização Vitorino Mesquita revelou outro caso que tem movimentado o trabalho dos técnicos. Trata-se da descoberta de morcegos portadores de doenças como a raiva. “Só neste ano descobrimos dois casos que exigiram intervenção no Centro Histórico e no bairro Santana”, assinalou.