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Porto Alegre tem 190 casos de dengue confirmados

Entre os pacientes que contraíram a doença na Capital, 65 residem no bairro Partenon

Porto Alegre está com 190 casos de dengue confirmados, dos quais 131 são autóctones – doença contraída na cidade – e 59 são de pessoas que adquiriram a doença em viagem a outros locais. Os números atualizados foram divulgados nesta terça-feira pela Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da Secretaria Municipal de Saúde.

Entre o total de pacientes com a doença contraída na Capital, 65 residem no bairro Partenon, sete no Santo Antônio, 11 no Santana, 11 no Bom Jesus, 11 no São José, cinco no Jardim Botânico, quatro no Navegantes, dois no Santa Maria Goretti, dois no Chácara das Pedras, dois no Cristal, dois no Humaitá, três no Petrópolis, um no Coronel Aparício Borges, um no Santa Cecília, um no Cidade Baixa, um no Vila Jardim, um no Camaquã e um no Ipanema.

Até a vigésima Semana Epidemiológica, que se encerrou em 18 de maio, foram investigados 1.151 casos suspeitos de dengue, dos quais 1.017 relativos a moradores de Porto Alegre. Dos residentes na Capital, 771 casos foram descartados, 190 confirmados e 55 ainda aguardam o resultado do exame, feito pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Desde a primeira semana de fevereiro, quando houve a primeira confirmação de dengue na Capital, a CGVS emitiu alerta epidemiológico e está recomendando aos profissionais de saúde o máximo de atenção a pacientes que apresentarem febre com duração de até sete dias acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e manchas na pele. Todo o caso suspeito deve ser informado pelos serviços de saúde. Ao receber a notificação, a CGVS executa imediatamente medidas de controle da transmissão de dengue. Os pacientes com suspeita da doença atendidos na rede de saúde recebem um cartão de acompanhamento.

A dengue é uma doença febril aguda, de causa viral, que pode ter evolução benigna ou grave, quando se manifesta na forma hemorrágica. É transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Menor que um pernilongo comum, de cor preta e com pequenas manchas brancas no corpo e nas patas, o inseto costuma picar no início da manhã e no final da tarde. Como não existe vacina contra a doença, a melhor forma de se proteger é a prevenção, evitando, por exemplo, o acúmulo de água parada, onde se desenvolvem as larvas do mosquito transmissor e utilizando repelente no corpo.

Prevenção

Para evitar a proliferação do mosquito vetor, recomendam-se as seguintes medidas preventivas:
- Eliminar depósitos de água parada em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
- Manter o lixo fechado.
- Guardar garrafas vazias sempre com o gargalo para baixo.
- Manter as calhas sempre limpas e desobstruídas.
- Proteger os ralos com tela milimétrica.
- Preencher os vasos de plantas com areia.
- O mesmo deve ser feito com a base da haste de bromélias, onde pode se acumular água.
- Tratar regularmente a água de piscinas e mantê-la coberta por capa protetora.
- Caixas d’água também devem ser conservadas sob proteção.

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