Entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro, foram confirmados em Porto Alegre 23 casos importados e 28 autóctones de dengue, esses últimos nos bairros Vila Nova (22), Aberta dos Morros (2), Passo das Pedras (1), Rubem Berta (1), Sarandi (1) e Santo Antônio (1), totalizando 51 pacientes infectados com o vírus da doença. Um caso importado de zika também já havia sido confirmado, mas não há confirmação de casos de chikungunya. De acordo com boletim epideomológico divulgado nesta quinta, no mesmo período do ano, 401 casos de suspeita de dengue, 14 de chikungunya e 17 de infecção por zika vírus foram notificados à Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Em relação aos 23 casos importados, os locais prováveis de infecção são Minas Gerais (dois), São Paulo (três), Rio de Janeiro (três), Alagoas (um), Espírito Santo (um), Mato Grosso (um), Mato Grosso do Sul (dois), Amazonas (um), interior do Rio Grande do Sul (um), Colômbia (um) e Paraguai (um), além de seis casos com local de infecção ignorado em razão de o sistema do Ministério da Saúde que permite a identificação estar fora do ar. A paciente com caso importado de zika tem histórico de viagem ao Mato Grosso.
“Considerando os indicadores monitorados pela SMS, Porto Alegre está em um momento de ascensão da transmissão autóctone do vírus da dengue, com ações intensificadas na zona Sul, que até agora concentra a maioria dos casos”, avalia o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter. No início do ano, a prefeitura montou o Grupo de Trabalho de Prevenção da Dengue, que reúne representantes de diversas secretarias e departamentos no sentido de atuar de forma integrada no combate aos focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, devido aos altos índices de infestação na Capital, que faz o monitoramento inteligente do vetor, o que permite desenvolver ações focadas nos locais de maior risco.
Para diminuir o risco de transmissão viral nas áreas em que houve casos confirmados ou suspeitos de dengue, zika e chikungunya, a Equipe de Vigilância de Roedores e Vetores da SMS realizou, entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro, 45 aplicações de inseticida, ou seja, 45 operações de aplicação de inseticida. As ações têm como objetivo combater mosquitos adultos, diminuindo o risco de transmissão dos vírus, caso os pacientes doentes sejam picados por Aedes aegypti. O ciclo de transmissão consiste em pessoa infectada, picada do mosquito, que passa a ter o vírus incubado em alguns dias e, depois, inicia a transmissão para outras pessoas. Também como forma de eliminar criadouros e orientar a população, buscando casos sintomáticos da doença, foram realizadas 18 mil visitas domiciliares por agentes de combate a endemias, agentes comunitários de saúde e militares do Exército, em força-tarefa com a prefeitura.
O bairro Vila Nova, na zona Sul, concentra a grande maioria dos casos autóctones de dengue, 22. Na região, ações de controle vetorial estão em curso pela prefeitura, como bloqueio de transmissão viral com aplicação de inseticida, visitas domiciliares para orientação da comunidade, busca ativa de casos não notificados, fiscalização por agentes da Equipe de Fiscalização Ambiental da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS/SMS), além do trabalho integrado com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e 30 militares do Exército (dia 18) para a retirada de entulhos e lixo acumulado. Também integram as ações profissionais da Gerência Distrital de Saúde Sul-Centro-Sul, Atenção Básica, Defesa Civil e Centro Administrativo Regional Sul. Na última semana, foram instaladas 19 armadilhas na região para monitorar a presença dos vírus da dengue, zika e chikungunya nas fêmeas do mosquito adulto.
Porto Alegre tem 51 casos de dengue desde início do ano
Capital também possui um caso de Zika vírus