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Porto Alegre tem baixa infestação de Aedes aegypti, aponta levantamento

Resultado contemplou a visitação de 16.301 imóveis de 82 bairros da capital gaúcha

A infestação de mosquito Aedes aegypti - vetor da dengue e da febre amarela urbana - está em 0,3% em Porto Alegre. O percentual é considerado baixo pelo Ministério da Saúde. O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) foi divulgado nesta terça-feira pela Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O resultado contempla a visitação de 16.301 imóveis de 82 bairros da capital gaúcha entre os dias 21 e 30 de outubro.

O titular da SMS, Carlos Henrique Casartelli, explica que o levantamento serve como instrumento para nortear medidas de ações de controle e é a metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP). A coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Maria Mercedes Bendati, alerta que essa condição pode ser rapidamente alterada, de acordo com as condições ambientais. “Por isso, estamos acompanhando o indicador de infestação de mosquitos adultos (gerado pelas capturas nas armadilhas Mosquitrap) e iremos alertar em caso de aumento nos índices”, destacou.

Maria Mercedes exemplifica que esse valor, no entanto, é compatível com o histórico de outros anos, no mesmo período - em 2009 e 2010 foi de 0,1% e em 2011 foi de 0,2%. “Portanto, o resultado está de acordo com a sazonalidade que usualmente se observa nas condições ambientais (temperatura e precipitação) do período de inverno em Porto Alegre e que contribuem para a redução dos índices de infestação do Aedes aegypti na cidade nos meses seguintes”, salientou.

Por outro lado, os índices de infestação extremamente elevados de janeiro (4,6%) e abril (5,8%) de 2013, que contribuíram para a transmissão de dengue na cidade nesse período, são relacionados à condição climática extremamente favorável ao desenvolvimento do mosquito, registrada em 2012.

São João, Anchieta, Humaitá, Santa Maria Goretti, Jardim São Pedro e Jardim Floresta são os bairros com maiores infestações, com 0,8%. Em relação aos criadouros, houve o predomínio dos recipientes do tipo pequenos e móveis, como vasos, pratinhos que suportam vasos, potes e vasilhames de uso na residência, representando 67% dos criadouros com a presença do vetor. Os depósitos fixos, como ralos de pluvial e calhas, representam 10% dos nascedouros de larvas. Entre os resíduos sólidos, os pneus são os criadouros mais frequentes, com 9% de ocorrência, enquanto os demais resíduos representaram 3% dos depósitos com larvas.

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