O titular da SMS, Carlos Henrique Casartelli, explica que o levantamento serve como instrumento para nortear medidas de ações de controle e é a metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP). A coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Maria Mercedes Bendati, alerta que essa condição pode ser rapidamente alterada, de acordo com as condições ambientais. “Por isso, estamos acompanhando o indicador de infestação de mosquitos adultos (gerado pelas capturas nas armadilhas Mosquitrap) e iremos alertar em caso de aumento nos índices”, destacou.
Maria Mercedes exemplifica que esse valor, no entanto, é compatível com o histórico de outros anos, no mesmo período - em 2009 e 2010 foi de 0,1% e em 2011 foi de 0,2%. “Portanto, o resultado está de acordo com a sazonalidade que usualmente se observa nas condições ambientais (temperatura e precipitação) do período de inverno em Porto Alegre e que contribuem para a redução dos índices de infestação do Aedes aegypti na cidade nos meses seguintes”, salientou.
Por outro lado, os índices de infestação extremamente elevados de janeiro (4,6%) e abril (5,8%) de 2013, que contribuíram para a transmissão de dengue na cidade nesse período, são relacionados à condição climática extremamente favorável ao desenvolvimento do mosquito, registrada em 2012.
São João, Anchieta, Humaitá, Santa Maria Goretti, Jardim São Pedro e Jardim Floresta são os bairros com maiores infestações, com 0,8%. Em relação aos criadouros, houve o predomínio dos recipientes do tipo pequenos e móveis, como vasos, pratinhos que suportam vasos, potes e vasilhames de uso na residência, representando 67% dos criadouros com a presença do vetor. Os depósitos fixos, como ralos de pluvial e calhas, representam 10% dos nascedouros de larvas. Entre os resíduos sólidos, os pneus são os criadouros mais frequentes, com 9% de ocorrência, enquanto os demais resíduos representaram 3% dos depósitos com larvas.