Porto Alegre tem novo recorde de internações por Covid-19 em UTIs
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Porto Alegre tem novo recorde de internações por Covid-19 em UTIs

Secretário adjunto de saúde da Capital reforçou a necessidades de cuidado à Covid-19, mesmo com possível estabilização de casos

Por
Jessica Hübler

Secretário adjunto de saúde da Capital reforçou a necessidades de cuidado à Covid-19


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Porto Alegre começa agosto com recorde no número de leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid-19. Por volta das 21h deste deste sábado, 318 pessoas que já receberam o diagnóstico positivo para a doença causada pelo novo coronavírus estavam em tratamento intensivo em hospitais da Capital. Duas horas depois, às 23h, o número total apresentou uma leve redução, ficando em 315 pacientes confirmados em leitos de UTIs na Capital.

A ocupação bateu os 316 casos confirmados em UTI registrados no último domingo. Ao longo da semana, o número baixou e chegou a estar 302 na quarta-feira. À tarde, eram 308. O índice de ocupação das UTIs, no entanto, não chega a ser a maior: está em 87,2%. 

Ao longo da tarde, ao menos 11 pessoas com Covid-19 deram entrada em UTIs da Capital. Outros 38 pacientes em tratamento intensivo eram considerados casos suspeitos da doença. 

“É cedo para dizer se estamos no platô”

Mais cedo, o secretário adjunto de Saúde, Natan Katz, comentou à Rádio Guaíba que a semana que termina poderia indicar uma possível estabilização da epidemia em Porto Alegre. No entanto, é preciso de mais tempo para confirmar: “É cedo para dizer se a gente chegou num platô”, afirmou. Para ele, é necessário que haja ao menos mais uma semana sem grandes acelerações. 

Entretanto, Katz salientou que a situação segue perigosa: “Não dá para se iludir”, advertiu. “A estabilização significa que parou de crescer e não que o perigo não esteja aqui. A gente tem uma ocupação de UTI extremamente alta”, ressaltou. 

Comentando sobre as flexibilizações que a Prefeitura deverá adotar para setores econômicos, o secretário-adjunto enfatizou que os números das UTIs serão levados em consideração para se definirem os critérios: “A nossa flexibilização agora tem que ser muito mais cuidadosa. Se a gente errar a mão, tem risco de ter um pico num número muito maior do que a gente tem hoje”, disse. “Esse é o compromisso que a gente vai ter, de garantir que ninguém fique sem atendimento.” 


Ele advertiu também que as flexibilizações não são um sinal de normalização e que os cuidados de higiene e de distanciamento permanecem por tempo indeterminado. “Até a gente ter uma vacina, não tem outro remédio que não seja se cuidar, e se cuidar muito”, afirmou. “Isso vai valer para 2020 e para 2021, a não ser que em algum momento a gente tenha uma vacina.”