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Porto Alegre tem quinta maior concentração urbana do País

Região Metropolitana possui 3,6 milhões de habitantes, aponta IBGE

Sul e Sudeste apresentam maiores arranjos populacionais
Sul e Sudeste apresentam maiores arranjos populacionais Foto : André Ávila / CP Memória
Porto Alegre tem a quinta maior concentração urbana do País, chegando a 3,6 milhões de habitantes. Atrás de São Paulo (19,6 milhões), Rio de Janeiro (11,9 milhões), Belo Horizonte (4,7 milhões) e Recife (3,7 milhões). Os dados fazem parte do estudo “Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil”, referentes a 2010 e apresentados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As concentrações urbanas se caracterizam por forte deslocamento para trabalho e estudo entre seus municípios. Nas duas maiores, os deslocamentos envolvem mais de 1 milhão de pessoas.O Sudeste e o Sul mostravam os maiores números de arranjos (112 e 85, respectivamente) enquanto o Nordeste aparecia na terceira posição (56), seguido da região Centro-Oeste (24). Na região Norte, onde os processos de urbanização e desmembramento são menos intensos, havia um menor número de arranjos (17) e uma menor participação da população vivendo em arranjos populacionais.

Na região Sul os maiores arranjos estão associados às metrópoles de Porto Alegre e Curitiba, ambas com populações próximas a 3 milhões de habitantes. Entre as nove concentrações urbanas de população superior à 2,5 milhões de habitantes, três escalas podem ser destacadas: aquela entre 3 milhões e 5 milhões de habitantes (Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília, Fortaleza e Curitiba), a do Rio de Janeiro, com 11.946.398, e a de São Paulo, com 19.613.759, em 2010.

Brasil

A pesquisa também apontou que mais da metade da população no Brasil (55,9%) residia em municípios que formavam os arranjos populacionais, ou seja, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional ou à contiguidade entre manchas urbanas. Isso representava, em 2010, 106,8 milhões de pessoas em 294 arranjos, formados por 938 municípios.

Deslocavam-se, entre os municípios do próprio arranjo a que pertencem, 7,4 milhões de pessoas, por motivo de trabalho e/ou estudo. Levando-se em conta que 27 arranjos são fronteiriços, ou seja, formados também por unidades político-administrativas em outros países, o número de residentes totalizava 107,7 milhões.