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Porto Alegre vai testar colocação de lixo em contêineres

Projeto piloto será licitado e implantado no Centro Histórico da Capital

Venâncio Aires já utiliza colocação de lixo em contêineres
Venâncio Aires já utiliza colocação de lixo em contêineres Foto : Daiana Nervo / Divulgação / CPMemória
O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) começou a trabalhar em um projeto básico de conteinerização do lixo doméstico. Com o aval do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o projeto piloto será licitado e implantado no Centro Histórico da Capital. O diretor-geral do DMLU, Mário Moncks, estima que até o final de 2010 já deverá estar definida a empresa vencedora da licitação para implantação dos contêineres, que, se tudo ocorrer como o programado, deverá se iniciar em abril de 2011.

Segundo Moncks, já foram realizados estudos de viabilidade técnica e econômica, além de visitas a outras cidades, como Caxias do Sul e Pelotas, onde experiências semelhantes estão em prática. Venâncio Aires tem projeto semelhante. O diretor do DMLU enfatiza que o projeto, além de ser uma amostra, tratará apenas da coleta de lixo comum.

A seletiva continuará, em um primeiro momento, exatamente como está. "Até porque a seletiva trabalha mais com volume do que com peso, e não pode ter caminhões compactadores. Futuramente, será preciso desenvolver um projeto diferente", explica o supervisor de operações do DMLU, Adelino Lopes Neto. Entre as primeiras definições dos técnicos do DMLU está a implantação da conteinerização do Centro Histórico para os bairros lindeiros, como Independência, Bom Fim, Cidade Baixa e arredores, aos moldes do que foi feito com os cestos coletores (na calçada), em 2009.

Inicialmente, cerca de mil contêineres serão "estacionados" em via pública, ocupando um espaço equivalente ao de um automóvel médio. Também está definido que, a partir de 2011, será deflagrada uma ampla campanha publicitária para explicar, minuciosamente, à população os detalhes da operação e o tipo de envolvimento da cidadania, que se faz necessária para melhorar a qualidade de vida da população, com um mínimo de interferência na vida cotidiana de cada um.