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Porto Alegre vive caos no trânsito em razão de protestos

EPTC orienta motoristas que trafegam pela área central

Operação Tartaruga bloqueou corredores de ônibus
Operação Tartaruga bloqueou corredores de ônibus Foto : Vinícius Roratto
Moradores de Porto Alegre enfrentam um verdadeiro caos no trânsito em razão dos protestos de rodoviários que bloquearam os corredores de ônibus das principais avenidas da Capital. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta os motoristas a evitarem a área central na manhã desta quinta-feira.

Conforme o gerente de fiscalização da EPTC, Carlos Pires, os condutores que se deslocam da zona Norte ao Centro devem utilizar a avenida Castelo Branco. No bairro Bom Fim, os motoristas que trafegam pelas avenidas Protásio Alves e Osvaldo Aranha devem utilizar as vias Garibaldi, Cristóvão Colombo e Alberto Bins até o Centro. Já aqueles que se deslocam da zona Leste da Capital podem chegar à região central pelas avenidas Loureiro da Silva e Siqueira Campos.

Além disso, a EPTC orienta os motoristas que evitem circular nas proximidades da Estação Rodoviária. Integrabtes do Sindicato dos Rodoviários em Transporte Coletivo de Passageiros Urbanos de Porto Alegre (Sindirodoviários) se reuniu em frente ao local para ampliar a mobilização.

ATP espera final de protestos para retomar negociações

O presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Ênio dos Reis, afirmou que aguardará o final dos protestos para retomar as negociações com o sindicato dos trabalhadores. Em entrevista à Rádio Guaíba, Reis disse que o pedido de reajuste de 22% está "fora da realidade". Ele ressaltou que está aberto ao diálogo e espera que os protestos terminem o quanto antes para não prejudicar ainda mais a população.

“Estamos aguardando o desfecho dos protestos. Existe um racha político dentro do sindicato dos trabalhadores e isso está dificultado as negociações. Aguardo os trabalhadores a qualquer dia, a qualquer hora, para voltarmos a debater o reajuste”, finalizou Ênio dos Reis.

Os trabalhadores do setor exigem 22% de reposição, enquanto o setor patronal oferece 4%. O presidente do sindicato, Júlio Gamaliel, já deixou claro que qualquer proposta inferior a 7% sequer vai ser analisada. No sábado, cobradores e motoristas entraram em estado de greve.


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