O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS), Clóvis Pinheiro, disse que a decisão da categoria é uma resposta a direção da Trensurb que não aceitou negociar o reajuste do plano de saúde dos funcionários da empresa, fixado em 45%. Segundo Pinheiro, no último acordo coletivo da categoria, a empresa concedeu 6,49% de reajuste aos funcionários. “Estamos há quase dois anos pedindo a Trensurb para resolver os aumentos sucessivos do plano de saúde, que nos últimos cinco anos chegaram a 156%”, explicou.
De acordo com o sindicalista, o último reajuste do plano de saúde é motivo de preocupação e intranquilidade para os trabalhadores de menores salários, já que eles também possuem dependentes e estão tendo que escolher qual familiar terá o benefício do plano médico porque eles não conseguem pagar para todos. Caso ocorra uma proposta da Trensurb, os metroviários farão uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento.
Nesta terça, a direção da Trensurb esteve reunida para analisar a possibilidade de apresentar uma nova proposta aos trabalhadores e tentar evitar a paralisação prevista para sexta-feira. A empresa chegou a encaminhar uma contraproposta que foi rejeitada pela categoria.