A prefeitura da Capital informou que o aviso sobre o ponto facultativo foi divulgado na mídia e que as pessoas com consulta marcada receberam um telefonema. No entanto, muitos dos que estiveram na unidade na manhã de sexta-feira, disseram que não foram avisados. A Secretaria Municipal da Saúde atribuiu o problema à atualização do cadastro.
Entre os avisos colocados na porta principal da unidade, havia um com o decreto do ponto facultativo. Eva Gonçalves Aires, 54 anos, tinha horário com um endocrinologista e relatou que não recebeu nenhum recado sobre o fechamento do posto.
Com o papel de marcação da consulta na mão e exames, José Carlos Costa, 66 anos, se desanimou ao ver a porta cerrada. Ele iria mostrar exames para o cardiologista às 9h30min desta sexta-feira. “O que a gente faz? Morre?”, lamentou. “Para quem não tem plano de saúde, é ruim”.
A aposentada Wanda Machado, que completou 82 anos hoje, ironizou: “Comecei bem meu dia de aniversário”. Ela tinha uma revisão agendada com um oftalmologista, já que operou o olho direito com catarata. Segurando uma bengala, ela contou que gastou R$ 18 de táxi para chegar ao local.
A determinação da prefeitura não se aplicou às atividades consideradas essenciais, como limpeza urbana, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Pronto Atendimentos 24 horas.
