O entrave ocorreu depois que uma paciente, com quadro de trombose, solicitou atendimento médico, que foi recusado, de início, pelo profissional da saúde. O servidor alegou falta de informações na receita médica para iniciar o procedimento. Em seguida, ele garantiu atendê-la, depois de encerrar a consulta anterior. Houve uma discussão entre as partes e, inconformada com a situação, a paciente solicitou apoio da Brigada Militar.
O problema, então, se agravou com a chegada dos PMs. Conforme uma funcionária do posto, que não quis se identificar, houve truculência por parte da polícia.
“Ele (brigadiano) avançou no médico, estava arrastando o médico para rua (…) um segundo brigadiano também me pegou pelo braço e disse ‘quem manda aqui somos nós’ e me atirou para rua. O médico ficou com a mão toda machucada devido à agressão deles (policiais)”, desabafou.
O comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi procurado pela reportagem, porém não atendeu as ligações. Em entrevista à TV Record, o tenente-coronel Oto Amorim rebateu a posição da funcionária e garantiu que os policiais agiram de forma correta. Além disso, afirmou que o médico não quis se identificar e que chamou os policiais de “brigadianozinhos”.
Após a confusão, o médico foi conduzido para Delegacia de Polícia e liberado em seguida. O serviço no posto deve ser normalizado somente na próxima segunda-feira.
Colaboraram o repórter Gabriel Jacobsen e a redação da TV Record