Casartelli destacou que o posto não permanecerá fechado. Ele explicou que a ideia é reforçar a segurança, apesar de não ser uma questão de saúde, para garantir o funcionamento do local. O secretário afirmou que todos os profissionais que pedirem transferências ou alegarem não ter condições de trabalhar no local serão deslocados. “Infelizmente, nesta área existem relações de conflito, mas fechar o posto não é a solução”, afirmou.
O caso de violência mais recente no posto ocorreu na semana passada, quando o prédio foi invadido por um grupo de mulheres que queriam agredir funcionários. A secretária-geral do Simers, Ana Maria Martins, auxiliou no registro da ocorrência na Delegacia de Polícia e ressaltou que os problemas não são recentes. Segundo o Simers, neste ano, até o dia 17 de maio, foram registradas quatro ocorrências de violência em unidades de saúde da Capital, sendo duas em postos e duas em hospitais. Levando em consideração o período desde 2006, foram 45 ocorrências de algum tipo de violência contra os médicos e profissionais da saúde.
Com a unidade fechada, os moradores enfrentaram problemas. Muitas pessoas foram em vão ao posto em busca de atendimento e, ao chegarem ao local, se depararam com um aviso de que os serviços estavam suspensos por tempo indeterminado. Moradora há 27 anos do bairro, a cozinheira Rosane Verapetroski relatou que existem muitos problemas no posto, como a demora em conseguir uma consulta e falta de segurança. Ela lembrou que, para conseguir uma ficha, é necessário chegar de madrugada e esperar o posto abrir às 8h. “Enquanto esperamos ficamos sem proteção nenhuma. Ficamos jogados”, afirmou.