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Postos de saúde e escolas são afetados por greve em Porto Alegre

HPS só tem a emergência aberta e prefeitura estima que 90% dos colégios tenham fechado

As escolas municipais e os postos de saúde de Porto Alegre são os serviços mais afetados pela greve dos municipários, iniciada na manhã desta segunda-feira. No Hospital de Pronto-Socorro, apenas a emergência está aberta, assim como nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Continuam atendendo os Programas de Saúde da Família (PSF), já que são terceirizados, bem como o Centro de Saúde Modelo e o Centro de Saúde Santa Marta.

Em relação às escolas, a secretária municipal de Educação, Cleci Jurach, informou ontem, em entrevista à Rádio Guaíba, que estimava que 90% das instituições não funcionassem. Hoje, a assessoria de imprensa da pasta não soube informar o número exato de colégio fechados. A Capital tem 96 instituições de ensino infantil, médio e fundamental.

Conforme a titular da pasta, as aulas serão retomadas na quarta-feira. O ponto dos servidores de escolas que aderirem à greve fica cortado, o que exige, mais tarde, que as aulas não dadas sejam recuperadas. A orientação é de que a recuperação ocorra durante o recesso de duas semanas, em julho, e não aos sábados.

Serviços

Estão totalmente parados o Departamento Municipal de Habitação (Dmab), a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e o Departamento de Esgotos Pluviais (Dep). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) mantém a coleta de lixo, a capina e a varrição, por serem serviços terceirizados. O atendimento ao público está fechado. O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) tem alguns setores paralisados, como o de atendimento ao público.

Avaliação

Para o secretário da Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, a área mais preocupante é a saúde. “Qualquer falha no atendimento pode custar uma vida. Todas são importantes, mas essa é fundamental”, destacou. Mesmo assim, Busatto elogiou o fato de que a paralisação está mantendo os serviços fundamentais e considerou responsável a atitude dos servidores.

Conforme a presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), a adesão à greve é de 70%. Os servidores em atividade em serviços básicos, exigidos por lei, somam 30%.  Foi marcada para amanhã, às 14h, uma nova assembleia para discutir os rumos da greve, no Parque da Harmonia.

Os servidores exigem 18% de aumento de salário para todos os níveis, enquanto a prefeitura propõe 9%. O prefeito José Fortunati convocou uma reunião de secretariado para o final desta manhã, no Paço Municipal, para discutir como será feita a negociação com os grevistas.

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