De acordo com ela, não há a menor estrutura para o prosseguimento das atividades. “No CTG, tem ratos e gatos. Estamos fazendo a comida em um fogão campeiro e não temos telefone, nem internet”, reclamou. Outro problema é o frio enfrentado pelas crianças. As menores têm seis anos. A diretora avalia que será preciso recuperar, pelo menos, uma semana do ano letivo. “Professor é artista. Nós temos que administrar desse jeito”, afirmou.
Os pais dos alunos foram os responsáveis pela denúncia da estrutura do prédio à Secretaria da Educação. Cerca de 50 se reuniram com representantes da Coordenadoria Regional de Porto Alegre, nesta terça-feira, para discutir os problemas da escola. O autônomo Luciano Basseto, 39 anos, que têm dois filhos matriculados na instituição, disse que as crianças precisam de um espaço adequado para estudar. “A secretaria nos informou que a reforma custará cerca de R$ 400 mil. Considero que, em vez de gastar esse dinheiro, poderiam fazer uma escola nova”, observou.
O diretor administrativo adjunto da Secretaria da Educação, Roberto Adornes, explicou que a reforma será grande e já foi orçada em R$ 400 mil pela Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano. A Pasta está fazendo a coleta de propostas e nesta quinta-feira deve ter o nome da empresa que venceu. Por causa da emergência, será dispensada a licitação.
A duração da reforma deve ser de até 90 dias, mas à medida que as etapas da reformulação fiquem prontas, alguns alunos já poderão ocupar o prédio ao final das férias de inverno. “O prédio é da Fase e nós utilizamos como escola. As instalações são muito antigas, com fios revestidos de pano”, disse Adornes.