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Prédio da Prefeitura é liberado, mas Executivo oficializa corte de ponto

Grevistas devem retomar movimento na manhã desta quinta

Municipários desbloqueram prédio da prefeitura
Municipários desbloqueram prédio da prefeitura Foto : André Ávila
Municipários grevistas de Porto Alegre liberaram por volta das 16h desta quarta-feira tráfego pela rua Siqueira Campos e o acesso ao prédio administrativo da Prefeitura, no Centro da Capital. Os servidores devem retomar o movimento nesta quinta, mas ainda não definiram se voltarão a fazer bloqueios, no início do dia. Uma reunião do Comando de Greve ocorre ainda hoje.

Mais cedo, o prefeito em exercício de Porto Alegre, Sebastião Melo, garantiu pelo menos duas consequências diretas referentes à greve dos servidores em caso de manutenção do bloqueio: atraso na folha do mês e suspensão da negociação. Melo também ressaltou que o corte no ponto dos servidores em greve entra em vigor ainda nesta quarta-feira.

O prefeito explicou, ao ameaçar com o atraso de salários, que, com o acesso ao prédio bloqueado, servidores do setor que roda a folha de pagamento não conseguem trabalhar. “Quem deve responder pelo atraso são os grevistas”, afirmou. De acordo com ele, é preciso cerca de uma semana de rito burocrático para que os salários entrem nas contas nos últimos dias do mês.

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) não deve ceder. Os manifestantes prometem recorrer da decisão judicial que manda desobstruir a via, sob pena de multa no valor de R$ 2 mil. Já o prefeito em exercício informou que vai tentar aumentar o valor da penalidade: “Nosso setor jurídico deve tentar majorar a multa, pois R$ 2 mil é muito pouco”, acrescentou Melo.

O prefeito ainda criticou a postura do sindicato na paralisação. De acordo com ele, o Simpa tomou a decisão antes de encerrar as tratativas com o Executivo. “Nós não compreendemos a razão dessa manifestação. Temos uma mesa de negociação e de uma hora para outra resolveram fazer a greve”, disse.

O Simpa definiu a greve para esta semana na última sexta-feira após rejeitar a proposta de reajuste da prefeitura, de atualizar a inflação, de 8,17%, em parcelas até maio de 2016. Já os servidores querem aumento de 20%.