O prédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Porto Alegre foi ocupado no final de tarde desta quinta. Por volta das 17h, manifestantes contrários a extinção do Ministério da Cultura ocuparam as dependências do prédio situado na Avenida Independência. O trânsito do local não foi afetado pela ocupação, apesar de alguns manifestantes protestarem na calçada com palavras de ordem como “Fora Temer” e “Fica Minc”. A Iphan ficará ocupado por tempo indeterminado.
Uma faixa hasteada pelos manifestantes no local, assinada pelo grupo teatral Ói Nóis Aqui Traveiz, exibia os dizeres: “Não ao assassinato da Cultura”. A ocupação segue o exemplo do ocorrido ao longo dessa semana em diversas capitais do país. Outras sedes do Iphan, autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, já estão ocupadas — até o momento, Curitiba, Aracaju, São Luís, Macapá, Recife e Fortaleza. Os manifestantes avisaram que as demais superintendências do Ministério da Cultura em outras capitais brasileiras também serão ocupadas nos próximos dias.
Um dos participantes da ocupação, o músico King Jim, afirmou que os ocupantes permanecerão no local até “as coisas ficarem mais claras”, referindo-se à extinção do Ministério da Cultura. “Queremos saber o porquê da extinção do Ministério e manifestar para mostrar a necessidade da Cultura. O retrocesso que esse governo fez (referindo-se ao governo Temer) representa um atraso de mais de 20 anos”, frisou. O movimento se diz pacífico e pede que não haja ação violenta das polícias. “É o que a gente espera”, aponta King Jim. Segundo o músico, o movimento foi facilmente organizado já que, ainda de acordo com ele, a classe artística se mobiliza muito rápido. “Sabemos o que é preciso fazer”, completa.
O grupo garante desocupar o prédio assim que houver um contato mais direto com os atuais governantes federais e um posicionamento diferenciado sobre o setor cultural. Entre os ocupantes do Iphan em Porto Alegre estão jornalistas, artistas, fotógrafos, profissionais ligados ao teatro, dança, música e literatura. O grupo pretende se revezar no local para manter o prédio 24 horas por dia ocupado.
Prédio do Iphan em Porto Alegre é ocupado
Manifestantes protestam contra a extinção do Ministério da Cultura