Localizado na Avenida Protásio Alves, 5500, zona norte de Porto Alegre, o prédio onde parte do piso desabou durante um baile funk deixando mais de 100 pessoas feridas na madrugada do dia 22 de junho segue abrigando atividades comerciais. Durante a investigação do caso, a perícia constatou que o acidente foi causado por um erro no dimensionamento dos ferros que sustentam as lajes do prédio. De acordo com os técnicos, o piso do local não tinha condições nem de suportar o próprio peso, mesmo assim, abrigou um a festa com cerca de mil pessoas.
Nesta sexta-feira, a reportagem da Rádio Guaíba comprovou que no local permanece em funcionamento uma quadra de esportes. Por telefone, um funcionário afirmou que lá ocorrem jogos de vôlei e futebol e garantiu que não há riscos em utilizar o Ginásio.
A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que na época do acidente interditou o prédio, informou que a interdição foi levantada porque o proprietário apresentou laudo de estabilidade estrutural do local, assinado por responsável técnico. Este profissional que assinou o parecer apresentado à SMOV também ficaria responsável pelos reparos para eliminar os riscos da estrutura.
Quase cinco meses após a tragédia, ainda há vítimas sofrendo as conseqüências do acidente. Deise Beatriz Miranda, 23 anos, teve a perna amputada. A jovem, que processa judicialmente o proprietário do prédio e o promotor do evento, sofre por ainda não ter recebido nenhum tipo de ressarcimento.
Já uma outra vítima, Anderson Gomes, 16 anos, ficou 2 dias em coma após o acidente. Ele sofreu lesões nas 2 pernas e perdeu o movimento no pé esquerdo. As graves seqüelas fizeram com que, ontem, o jovem tivesse os dedos do pé esquerdo amputados.
Prédio que desabou durante baile funk na Capital segue em funcionamento
SMOV levantou interdição do local, mesmo após perícia ter apontado problemas estruturais na obra