Entretanto, o sítio arqueológico encontrado sob o solo, a falta de mão de obra especializada para a colocação de pedra portuguesa no calçamento e problemas na tubulação de esgoto foram fatores que contribuíram para o atraso, explica a arquiteta do Projeto Monumenta de Porto Alegre, Dóris Oliveira. "Foi refeito um cronograma das obras para que o miolo da praça esteja pronto até a Feira do Livro. Já o entorno, que está fora do tapume, ficará pronto em julho de 2012", diz a arquiteta.
O secretário municipal da Fazenda e coordenador do Comitê Gestor da obra, Urbano Schmitt, ressaltou que o projeto envolve obras complexas. "Imprevistos são normais. Aqui é o centro da cidade e tudo acontece. Se teve cuidado para fazer tudo correto", afirmou o secretário. Segundo Schmitt, o atraso não altera o orçamento do projeto, de R$ 3 milhões. "Estamos resgatando as qualidades da Praça da Alfândega e as suas condições originais. Para que o porto-alegrense possa se encontrar em segurança com seus parceiros e com a cidade", destacou o prefeito Fortunati. Ao todo, cerca de 30 operários trabalham na obra.