Praticar mais de uma língua por dia atrasa por vários anos o aparecimento dos sintomas do mal de Alzheimer em idosos, revelou um estudo publicado esta terça-feira por um grupo de cientistas canadenses. Este prazo pode se estender por até cinco anos conforme as conclusões. Este resultado não é obtido por qualquer remédio existente na atualidade, segundo o trabalho realizado pelo instituto Rotman do centro de pesquisas geriátricas Baycrest de Toronto, que foi publicado na revista Neurology.
Os autores examinaram os expedientes médicos de mais de 200 pacientes nos quais a doença foi diagnosticada e constataram que aqueles que falavam com frequência duas ou três línguas durante vários anos se beneficiaram até aparecerem os sintomas de perda das funções mentais. "Não estamos dizendo que o bilinguismo pode prevenir o mal de Alzheimer ou outras doenças cerebrais, mas pode contribuir para criar reservas cognitivas no cérebro que parecem atrasar o aparecimento de sintomas por um bom tempo", explicou o doutor Craik, especialista em cognição.
Os sintomas do Alzheimer são perda de memória, confusão mental, dificuldade para resolver problemas e prever acontecimentos. As descobertas se somam a outras pesquisas científicas segundo as quais fatores como exercícios físicos e uma alimentação saudável podem ajudar o cérebro perante um declínio de suas capacidades cognitivas.
Praticar duas línguas diariamente detém mal de Alzheimer, diz estudo
Estudo com 200 pacientes mostrou extensão de cinco anos até surgimento de sintomas na velhice