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Preconceito é a principal barreira para reduzir o número de casos de câncer de próstata no RS

Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizou reunião para discutir o assunto

O preconceito é a principal barreira para reduzir o número de casos de câncer de próstata no Rio Grande do Sul. A avaliação é de representantes da área da saúde que participaram, nesta segunda-feira, de reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que sejam registrados 4,5 mil casos desse tipo da doença no Estado em 2010. No mesmo período, deverão ser identificados mais de 50 mil casos no País.

De acordo com o deputado Carlos Gomes, do PRB, que sugeriu o debate, é importante estimular a divulgação sobre a doença para vencer o preconceito. Ele lembrou que há duas décadas ocorreu uma mobilização por parte da comunidade e dos governos em relação à saúde da mulher. “Esse movimento fez com que reduzisse o número de mortes de câncer de mama e de colo do útero, entre outras doenças. É esse o caminho que devemos seguir agora em relação aos homens para evitar que mais vidas sejam perdidas”, afirmou ele.

O deputado destacou ainda a importância de se valorizar os exames preventivos. “Existe um preconceito muito grande dos gaúchos, sendo que identificar a doença nos estágios iniciais é a melhor maneira de tratar e de vencer o câncer de próstata”, ressaltou Gomes.

Idade acima de 45 anos e histórico familiar são os fatores de risco. Segundo o chefe do serviço de urologia do Hospital da Santa Casa de Porto Alegre, Mirandolino Batista Mariano, a alimentação contribui para elevar o número desse tipo de câncer no Estado. De acordo com ele, o ideal é que a dieta seja pobre em proteína e gordura de origem animal. É importante ainda que ela seja rica em produtos vegetais, como frutas e legumes. Manter hábitos saudáveis, como a prática de exercícios regulares, também auxilia na prevenção da doença.

Ele ressaltou que a realização de exames regulares é indispensável para identificar o problema nos estágios iniciais. O principal é o de toque retal. “Esse é o exame mais polêmico e o mais seguro, por ser a maneira mais eficaz de identificar o câncer de próstata. Quando a questão é de saúde é preciso deixar o preconceito de lado”, explicou Mariano. Quando identificado nos estágios iniciais, as chances de cura chegam a 90%. Porém, quando o câncer já está avançado, as estimativas não ultrapassam 70%. De acordo com o estágio que a doença, é identificado o tratamento que poderá envolver cirurgia para a retirada integral da próstata e radioterapia.