O prefeito de Capão da Canoa Amauri Germano falou à reportagem do Correio do Povo pela primeira vez sobre a morte da banhista Inajara Pereira, 20 anos, ocorrida na sexta-feira. Ele reconheceu, nesta manhã, que a prefeitura havia assumido o compromisso de realizar melhorias nas guaritas para observação do mar e que para isso foi contratada uma empresa, mas que "infelizmente" não fez o serviço. "Sabemos do nosso compromisso, porém a empresa não fez sua parte". Nesta manhã, o Comando da Operação Golfinho anunciou que ainda hoje irá retomar todas as guaritas de Capão da Canoa, inclusive a 58 onde ocorreu o afogamento da jovem Inajara Pereira, de 20 anos.
Germano acrescentou que a procuradoria do município já foi acionada para rescindir o contrato com a empresa. "Apoiamos a decisão da Brigada Militar de retomar as guaritas", apontou.
No momento do afogamento de Inajara, não havia bombeiros no local para fazer o resgate. A ausência de salva-vidas no local se deve a um impasse entre prefeitura e Brigada Militar. As prefeituras dos municípios do litoral se comprometeram a entregar as guaritas em boas condições. Em troca, poderiam explorá-las comercialmente, com publicidade nas instalações. No entanto, a reforma não ocorreu a tempo.
Prefeito de Capão reconhece responsabilidade de mau estado de guaritas
Jovem morreu por afogamento na sexta-feira, quando não havia salva-vidas no local