Técnicos da Defesa Civil de Porto Alegre vão avaliar os prejuízos. Apesar dos grandes estragos, ninguém se feriu. Os estabelecimentos comerciais abriram normalmente e as aulas foram mantidas em todas as escolas. Cerca de 1,5 mil consumidores seguem sem energia elétrica. “Pelo menos 30 pontos foram danificados”, disse o coordenador da Defesa Civil do município e secretário da Agricultura, Enio Wittmann.
Os bairros mais afetados são 13 de Maio, Vista Alegre, Cohab e casas nas ruas Passo Fundo e Bahia. “Assim que começou o vendaval e chegaram as primeiras informações, três equipes saíram às ruas distribuir lonas”, disse Wittmann. Os prédios da prefeitura e da Brigada Militar também sofreram destelhamentos parciais.
Pavilhões comunitários de localidades do interior foram atingidos, como os dois da Volta Grande. Na mesma região, uma propriedade rural teve um chiqueiro destruído e os porcos ficaram soltos. Na localidade de Formentão, o vento descobriu uma área para festas, anexa à uma casa. A queda de árvores no interior provocou bloqueio de estradas vicinais, mas na manhã desta quarta-feira todas já estavam liberadas.
Segundo Wittmann, três aviários e cerca de 20 casas sofreram danos parciais na região rural da cidade. “O milho chegou a deitar, mas como ainda está pequeno, ele vai se recuperar”, observou o secretário.
Maximiliano de Almeida
A cidade de Maximiliano de Almeida, na região Nordeste, foi uma das mais atingidas. Foram cerca de 60 casas danificadas na área urbana. Segundo o prefeito em exercício, vereador, Adelino da Silva, na Escola Municipal Madre Cândida Justina, 50 crianças ficaram sem aulas nesta quarta-feira, porque o teto veio abaixo com a força do vento.
O município ficou sem luz e telefone até o início da noite de terça-feira, após o temporal que começou às 14h30min. No interior, a cobertura de um moinho na Linha Bondan foi parcialmente arrancada. Foram registradas quedas de árvores, postes e rompimento de cabos de energia e telefonia. Na tarde de ontem, equipes das secretarias de Obras e de Urbanismo distribuíram lonas aos proprietários que tiveram suas casas parcialmente descobertas.
Notificação Preliminar de Desastre
No Estado inteiro, foram 600 casas danificadas e há cerca de 800 pessoas desalojadas. Pelo menos três prefeituras já encaminharam Notificação Preliminar de Desastre à Defesa Civil: Flores da Cunha, Parobé e Taquara. O chefe de comunicação da Defesa Civil, Alexsandro Goi, afirmou que Marcelino Ramos e Maximiliano de Almeida devem enviar o documento nas próximas horas.
Municípios afetados
A Defesa Civil contabiliza mais de 30 cidades com registros de estragos por causa do vento ou da chuva. No entanto, pelo menos 14 foram os mais afetados. Além de Marcelino Ramos e Maximiliano de Almeida, outras 12 registraram importantes danos, confira:
Parobé
Pelo menos 115 casas foram danificadas e 40 pessoas ficaram desalojadas. Cinco escolas municipais sofreram prejuízos, além de duas creches.
Taquara
No município do Vale do Sinos, quatro escolas e o prédio das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) foram destelhados. Parte da estrutura da faculdade atingiu um condominio privado. Há 174 casas danificadas e três destruídas. O número de desalojados está em cerca de 300.
Garibaldi
O Hospital São Pedro foi atingido, assim como o prédio da Brigada Militar. Uma escola, duas creches, o Ginásio Municipal de Esportes e uma parte antiga do prédio da prefeitura também foram prejudicados.
Carlos Barbosa
Pelos menos 25 residências foram destelhadas, além de uma creche municipal e do hospital São Roque.
Flores da Cunha
Há 10 residências destelhadas e 20 pessosas desalojadas.
Soledade
A área rural foi a mais afetada, especialmente construções dedicadas à criação de gado e suinocultura. Há cerca de 70 residências danificadas.
Getúlio Vargas
Cerca de 20 imóveis foram destelhados e 40 pessoas ficaram desalojadas.
Santa Cecília do Sul
Aproximadamente 20 residências foram danificadas, assim como propriedades rurais. A prefeitura já está prestando assistência às pessoas prejudicadas.
Áurea
Ao menos 30 casas foram atingidas. A chuva e o vento danificaram propriedades agrícolas, prejudicando a cultura de trigo e morango.
Vila Lângaro
Dezenas de imóveis foram destelhados. Prédios públicos e escolas também sofreram prejuízos. A prefeitura deve decretar situação de emergência, segundo a Defesa Civil.
Canoas
Uma creche foi destelhada.
Novo Hamburgo
Ao menos quatro escolas foram danificadas.