Desde terça-feira, quando em reunião em Brasília com representantes dos ministérios da Fazenda, Cidades e Planejamento pediram a redução dos R$ 1,58 bilhão do Orçamento Geral da União (OGU) para a obra de construção do metrô de Porto Alegre- orçada em R$ 2,4 bilhões-, foi montada um força tarefa entre Prefeitura e governo do Estado para garantir o investimento.
Fortunati garantiu ainda que o projeto técnico de engenharia não será alterado. O metro terá 14,8 quilômetros de extensão, ligando o Centro (Esquina Democrática) à zona Norte de Capital (Fiergs), com 13 estações e 25 composições de quatro carros.
Hoje à tarde, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adão Villaverde, entregou a Fortunati e ao secretário estadual de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, manifesto de apoio à implantação do metrô de Porto Alegre a ser enviado à presidente da República, Dilma Rousseff. O documento ressalta que “a obra busca colocar a Capital gaúcha e sua Região Metropolitana em um patamar qualificado na questão do transporte público, principalmente no que diz respeito às condições de mobilidade dos trabalhadores e trabalhadoras de nossas cidades”.
O texto destaca ainda: “queremos, portanto, assegurar-lhe toda a união das forças políticas do Rio Grande no apoio para viabilizá-lo e, para tanto, colocamo-nos, Assembleia Legislativa, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Porto Alegre à vossa disposição, assim como dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e das Cidades, com o intuito de superarmos os entraves que por ventura estejam dificultando a viabilização do Metrô PoA”.
Pela manhã, os vereadores das comissões especiais para Análise e Proposta de Viabilidade do Metrô em Porto Alegre e de Acompanhamento e Apoio à Copa do Mundo de Futebol de 2014, além dos integrantes da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro - instalada nesta quinta-feira -, manifestaram apoio ao prefeito José Fortunati em relação à readequação do projeto que prevê a instalação da linha do metrô em Porto Alegre. O presidente da Comissão do Metrô, vereador Nelcir Tessaro, ressaltou que “não podemos perder um investimento tão representativo para cidade”.
Fortunati afirmou ainda que o curto prazo dado pelo governo federal para adequação da proposta financeira do metrô se deve a uma exigência da presidente Dilma, que quer anunciar, em 15 dias, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade urbana. O metrô de Porto Alegre deverá estar entre as obras beneficiadas.