"Muitos médicos não cumprem horário de trabalho. Uma das coisas que vamos fazer é instalar relógio ponto para todos os profissionais da prefeitura e também para os médicos. Eles são iguais a qualquer outro profissional. Se forem contratados para trabalhar quatro horas, precisam cumprir essas quatro horas e não deixar pacientes esperando, como vem acontecendo. O Simers só analisa os interesses da corporação. Eu quero olhar pelo interesse da população", afirmou Fortunati.
Sobre projeto de Fundação de Saúde, que tramita na Câmara Municipal, o prefeito está confiante na aprovação. "Estamos convencidos que temos base para aprovação do projeto. Vou para audiência pública, marcada para o dia 3 de fevereiro, para responder a cada um dos argumentos contrários", garantiu. "Um dos grandes problemas na nossa cidade é a área da saúde e quem paga a conta são as pessoas de menor poder aquisitivo. O instituto vai possibilitar ampliar o Programa de Saúde da Família e, consequentemente, desafogar as emergências. Por tudo isso, estou disposto a enfrentar resistências."
Simers fala em medida inconstitucional
Em resposta à Fortunati, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, disse que a categoria está apenas tentando alertar a população para uma medida inconstitucional. "O prefeito tentou passar esse projeto na Câmara no dia 28 de dezembro, quando a população está desatenta. Nós apenas tentamos alertar o povo que esse projeto é inconstitucional, propondo que uma fundação pública de direito privado. Isso não pode acontecer", disse Argollo.
Mendes também respondeu as acusações de que os profissionais não estariam cumprindo a jornada de trabalho: "Os médicos trabalham dia e noite, a despeito de tudo o que acontece, da falta de condições de trabalho. Nunca houve problema na saúde por médico faltar ao trabalho. Essa é discussão que não tem nada a ver. Se ele quer colocar relógio ponto, que coloque. O profissional que não estiver cumprindo a jornada é que terá que ser responsável", finalizou.