Laudos técnicos apresentados pelas secretarias e órgãos oficiais do Município demonstraram sérios prejuízos à comunidade. As perdas ocasionadas no setor primário também foram intensas. O decreto deverá vigorar por 90 dias, podendo ser prorrogado até o máximo de 180 dias.
Conforme o coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil e vice-prefeito de Rio Grande, Adinelson Troca, o valor total dos prejuízos levantados é de R$ 6,7 milhões. Segundo ele, esse valor ainda pode aumentar, uma vez que algumas pessoas ainda não comunicaram os danos sofridos. Só na agricultura, o montante chega a R$ 1,95 milhão e, no meio ambiente, de R$ 1,12 milhão.
O decreto e os laudos técnicos dos diferentes setores atingidos foram encaminhados, via fax, para a Defesa Civil em Pelotas, Porto Alegre e Brasília. Nesta terça-feira, toda a documentação necessária será entregue na Defesa Civil Regional, em Pelotas, que a encaminhará para a de Porto Alegre e esta enviará para Brasília. É preciso homologação do órgão estadual e o reconhecimento federal. No entanto, segundo Troca, se o estadual homologar, já poderá ser feita compra de material para reconstrução das casas destelhadas e destruídas pela ventania, com recebimento de ajuda do Estado.
A expectativa de Branco e de Troca é que a homologação ocorra dentro de quatro ou cinco dias. Até o final da semana passada, foram cadastradas 91 residências com danos parciais e sete com destruição total. No entanto existe a possibilidade de que esse número seja maior. Na produção rural, ocorreram prejuízos nas lavouras de cebola, tomate, morango, melancia, melão e outras olerícolas, e na produção leiteira.
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