Comércio e transporte público de Rio Grande, no Sul do Estado, pararam nesta quinta-feira. Além disso, a BR-392 foi bloqueada por manifestantes. A crise no setor petroleiro vem causando prejuízos ao Polo Naval de Rio Grande e milhares de trabalhadores ainda podem perder os empregos. A estimativa é que 16 mil já perderam desde o segundo semestre do ano passado. Apesar disso, o prefeito do município, Alexandre Lindenmeyer, acredita que a crise pode ser solucionada até a metade do ano, mesmo com os desdobramentos da Operação Lava Jato, que também refletiram na cidade.
Pelo menos 5 mil dos demitidos podem ser recontratados com o início da construção de duas plataformas de petróleo pela QGI Brasil (ex-Quip), estimam os sindicalistas. “É evidente que estamos preocupados porque há denúncias sobre empresas que representam mais de 500 mil operários no país, mas estou certo de que a política de incentivo à construção naval do governo federal é estratégica”, sustentou o prefeito.
Lindenmeyer ainda salientou que dois grandes estaleiros estão sendo montados em Rio Grande e um está em fase de construção no município vizinho, São José do Norte. “Não há como voltar atrás, mas é necessário enfrentar esses problemas. Os empregos serão retomados em breve”.
O chefe do Executivo municipal ainda aguarda uma audiência como o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rosseto para discutir a crise envolvendo empreiteiras que atuam no Polo Naval. A data ainda não foi definida.
Prefeito de Rio Grande projeta recuperação do Polo Naval
Apesar dos 16 mil postos de trabalhos perdidos, gestor acredita em retomada em 2015