Segundo Pasquetti, a reivindicação por mais segurança na rodovia é um antigo pedido dos moradores da cidade. “A gente chamava de curva da morte. Penso que alguém se mobilize com isso. Porque nós, os municípios pequenos, muitas vezes não temos poder pra chegar num lugar e pedir que seja feita melhorias no nosso município ou trevo de aceso. Quem sabe vendo essas fatalidades, alguém tome alguma providência”, clamou.
De acordo com o prefeito de Rondinha, o velório das vítimas será realizado de forma coletiva na Igreja Matriz, a partir das 17h. “Depois, os corpos serão transladados, porque tem pessoas que têm cemitérios no interior. Então, eles se dirigem para o sepultamento em cada comunidade”, sintetizou. O motorista do caminhão prestou depoimento à Polícia Civil de Sarandi.
Oito pessoas ficaram feridas no acidente. Das seis encaminhadas ao hospital de Sarandi, duas foram transferidas devido à gravidade das lesões: Marcos Romani foi levado para o Hospital São Vicente de Paula, em Passo Fundo, onde passou por ciruguria, já Rafael Debona foi para o Hospital de Caridade de Sarandi. Ele está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) em estado regular. Outros dois feridos foram levados para o hospital de Ronda Alta.
O acidente
A carreta, carregada de frangos e embutidos, tombou na altura do Km 8 da rodovia. O ônibus, que trafegava no sentido Rondinha-Sarandi, colidiu frontalmente contra o veículo de carga. O ônibus pertence à empresa Bertuol, de Rondinha. Logo após o acidente, dezenas de pessoas foram até o local para ajudar a retirar os sobreviventes, que ficaram presos às ferragens. Morreram no acidente Fernando Braga, Jeferson Bertuol, Júlio Cesar da Silva, Moisés Giuriatti, Roberto de Bona e Vanderlei Gobinger, que dirigia o veículo.
Segundo o prefeito Ezequiel Pasquetti, nos últimos 15 dias, três acidentes envolvendo caminhões ocorreram na mesma área da colisão, próximo ao Km 8, no trecho que liga Sarandi a Rondinha.
Com informações do repórter Marcos Koboldt