De acordo com o secretário de Saúde, Ricardo Charão, cerca de 40 mil pessoas devem ser afetadas pela falta de médicos em seis Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os bairros atingidos serão Cohab Feitoria, Vila Brás, Campestre, Padre Orestes, São Cristóvão, Jardim América e Vila Paim. "Iremos conversar com as comunidades e explicar que faltarão médicos, e em quais locais eles podem procurar atendimento. Infelizmente não temos como contratar novos profissionais", lamentou Charão.
“Tomaram uma decisão por nós e temos que aceitar”
Magaly Mayo Perez, uma das médicas cubanas que trabalha na cidade há mais de cinco anos, se disse triste com a mudança. "Estamos muito gratos por esta oportunidade de conhecer o Brasil e seu povo. Infelizmente tomaram uma decisão por nós e temos que aceitar", comentou emocionada.
O prefeito Ary Vanazzi, que também é presidente da Associação Brasileira de Municípios, afirma que irá cobrar do Governo Federal o preenchimento imediato dessas vagas. "Se os médicos brasileiros não quiserem, terão que dar um jeito. Honrar com o compromisso da saúde junto a população", frisou.
"Os pobres, que são os que mais precisam, ficarão sem médicos. Ninguém que atender nos bairros mais pobres", diz o prefeito de SL @correio_dopovo pic.twitter.com/hjxUkSHB79
— @voecomela - Stephany Sander (@tefisander) 19 de novembro de 2018