Geral

Prefeito de Tramandaí assina decreto que proíbe Uber no munícipio

Luiz Carlos Gauto reclama que prefeitura não tem informações sobre motoristas

Prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto, assina decreto que proíbe Uber no munícipio
Prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto, assina decreto que proíbe Uber no munícipio Foto : Alina Souza
O prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto da Silva, assinou um decreto proibindo o serviço do aplicativo Uber na cidade. De acordo com ele, no mesmo documento foi instituído um grupo de trabalho que terá 180 dias para analisar o aplicativo e ver a viabilidade de regularizá-lo. Gauto ressaltou que no momento a prefeitura não sabe quem está trabalhando na cidade, se são pessoas que não tenha envolvimento com a polícia e se as placas dos veículos são legais.

O município tem 58 táxis que atendem a demanda. Atualmente, salientou o prefeito, começaram a circular veículos com placas de outras cidades a até mesmo de fora do Estado. E esses motoristas, ressaltou o prefeito, estão fazendo um serviço sem que tenha o conhecimento do poder municipal.

"Com os taxistas sabemos quem são e se ocorrer algum problema, sabemos onde encontrá-los", disse. "Com os que estão com o aplicativo não sabemos nada", afirmando que a fiscalização será da Brigada Militar e da prefeitura. Os que forem detidos poderão ser conduzidos à DP local e serem autuados por exercício ilegal da profissão.

A proibição, salientou Gauto, também foi para evitar possíveis confrontos, como os que ocorreram e ocorrem em Porto Alegre, por exemplo. Dizendo não ser contrário ao aplicativo, o prefeito pretende a regularização dos motoristas do Uber, assim como os taxistas da cidade, que atualmente precisam provar que moram em Tramandaí há pelo menos um ano, entre outros requisitos. No verão, comentou o prefeito, chega muita gente de vários locais e as autoridades não sabem quem são e exploram o potencial da cidade ao máximo.

"Após a temporada de veraneio, vão embora, desaparecem e o município acaba perdendo", analisou. "Estamos chegando agora e precisamos por uma certa ordem. Não podemos deixar Tramandaí como 'terra de Marlboro', ou seja terra de ninguém".