O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), informou hoje que o estado de alerta será mantido na cidade enquanto perdurarem as chuvas, que provocaram 18 mortes no Estado. A Defesa Civil municipal está com cerca de 200 homens nas ruas e uma sala de emergência foi montada para acompanhar a situação na sede da Companhia Estadual de Tráfego (CET). Desde ontem, a Defesa Civil já recebeu 307 ocorrências, boa parte delas (100) por deslizamentos de encostas. Balanço preliminar aponta ainda 544 desabrigados, 95 desalojados e nov feridos.
Segundo Paes, trata-se de uma situação atípica, uma vez que a cidade vem enfrentando mais deslizamentos do que alagamentos – foram apenas 19. "Infelizmente, as chuvas mais constantes e a água acumulada estão provocando uma série de deslizamentos", comentou o prefeito. Ele ressaltou que os deslizamentos estão ocorrendo em áreas que não eram consideradas de risco. "Graças a Deus não houve um grande deslizamento arrastando várias casas. O que está ocorrendo são pequenos deslizamentos."
No município do Rio, até agora, há 10 vítimas, todas em bairros da zona norte da cidade. A prefeitura pede aos moradores que morem perto de encostas e que perceberem algum sinal de risco que deixem suas residências e passem a noite na casa de parentes. "Os riscos de deslizamento persistem enquanto permanecer essa chuva", alertou o prefeito. Paes afirmou que não haverá mudanças na festa do réveillon por conta das chuvas. "De maneira nenhuma. Estamos tristes, mas o Rio é uma cidade de celebração e vai realizar uma grande festa, com chuva, com lua ou com céu aberto."
Previsão de mais chuvas
A MetSul Meteorologia considera o quadro extremamente preocupante na cidade do Rio de Janeiro. A instabilidade deve prosseguir nas próximas horas na capital fluminense com risco de mais chuva forte. Alguns modelos chegam a sugerir a possibilidade de chover mais 100 milímetros na cidade até a manhã desta sexta-feira. Imagens de radar do começo desta tarde mostravam novas áreas de chuva forte se aproximando do Rio pelo Litoral Norte de São Paulo.
Um sistema de baixa pressão em superfície atua na costa do Rio de Janeiro, gerando um movimento circular de nuvens muito carregadas que, ao se deslocarem para o continente, encontram a barreira do relevo, trazendo elevadíssimos acumulados de chuva. Como o solo já está saturado e muito instável, a persistência das precipitações deve levar a novos deslizamentos e desabamentos.
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Prefeito do Rio mantém estado de alerta enquanto chover
Pelo menos 18 pessoas morreram no estado