O presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Granpal) e prefeito de Canoas, Jairo Jorge, afirma que também houve diminuição de 10% no preço da tarifa de pedágio em comparação ao modelo anterior. Segundo ele, o custo será de R$ 4,40, no trecho Capital-Novo Hamburgo, e de R$ 2,20 para o trajeto menor, entre Novo Hamburgo e Sapiranga. A estimativa é de que 92% dos usuários utilizem o percurso reduzido e paguem o menor preço.
A proposta prevê a ampliação da extensão da rodovia dos 67 quilômetros, do projeto inicial, para 96 quilômetros. O estudo também contempla anel viário com oito saidas e entradas, a cada quatro a cinco quilômetros. O governador Tarso Genro avaliou que três pontos devem ser observados: o ônus para as comunidades, a readequação orçamentária dos cofres públicos para a obra e se haverá ressarcimento da contrapartida feita pelo Estado.
Tarso ponderou que parcerias público-privadas são recentes no País e, por isso, é preciso cautela. O governador defendeu a suspensão do edital pela gestão da governadora Yeda Crusius e acredita que as mudanças melhoraram o projeto, mas o Estado ainda vai elaborar alternativa para apresentar aos prefeitos.
O custo estimado, através de parceria público-privada com a construtora Odebrecht, é de quase R$ 4 bilhões, divididos entre a construção e manutenção. Os pedágios só seriam cobrados quatro anos após o início das obras. A contrapartida do governo é de R$75 milhões, em 20 anos, para subsidiar o pedágio aos motoristas. Caso contrário, o valor da tarifa mais cara ficaria em R$9,80.
O prefeito de Canoas alertou que somente a construção da BR 448, chamada Rodovia do Parque, não é suficiente para desafogar a BR 116, que apresenta uma perda de até uma hora para os usuários presos em congestionamentos, o que representa prejuízo calculado em R$ 624 milhões ao ano. Segundo Jairo Jorge, outros R$100 milhões são gastos em saúde e socorro a acidentes.