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Prefeitura acionará Justiça para liberar estação de lixo bloqueada por municipários

Manifestação impede que quase 100 caminhões coletem resíduos nesta segunda-feira

Protesto impede que 96 caminhões acessem estação de lixo
Protesto impede que 96 caminhões acessem estação de lixo Foto : Divulgação / DMLU / CP
Um novo mandado de reintegração de posse da Estação de Transbordo de Lixo da Lomba do Pinheiro é solicitado pela Prefeitura de Porto Alegre à Justiça para liberar o acesso bloqueado por servidores em greve. Um grupo de cerca de 50 trabalhadores repete, desde em torno das 8h, o protesto que já havia sido realizado na última quinta-feira.

Conforme a Procuradoria Geral do Município (PGM), como o primeiro mandado favorável à Prefeitura já foi cumprido, será preciso encaminhar um segundo pedido judicial. O documento é protocolado neste início de tarde e a expectativa é de que seja julgado até o final dia. Também é requisitada a elevação da multa inicial prevista para o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), de R$ 5 mil por dia de obstrução.

Os caminhões responsáveis pela coleta de lixo durante a manhã já haviam deixado a estação antes do início do protesto, mas, ao retornar, são impedidos de descarregar os resíduos. Os roteiros previstos para a tarde devem ser prejudicados, já que uma fila de veículos começou a se formar no local desde em torno das 11h. Na semana passada, segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), cerca de 80 veículos ficaram parados e 44 bairros da cidade foram prejudicados.

Conforme o DMLU, 96 caminhões acessam o local com 2 mil toneladas de resíduos às segundas-feiras.

Protesto também no Centro

No início do dia, outro grupo de servidores em greve chegou a interromper totalmente os acessos à sede da Secretaria Municipal da Saúde, na região central. Após apelo do secretário Fernando Ritter, o Simpa permitiu a entrada de funcionários responsáveis por serviços essenciais, como as centrais de marcação de consultas e internações do SUS.

A partir das 14h, os municipários iniciam um ato em frente ao Paço Municipal e cogitam nova caminhada pelo Centro. A Prefeitura reforça que só voltará a recebê-los para negociar se encerrarem os bloqueios de serviços públicos.