As mudanças entram em vigor a partir de janeiro. “Mais do que a ampliação, é principalmente uma questão de qualificação do atendimento”, disse o secretário-adjunto de Saúde da Capital, Marcelo Bósio. De acordo com ele, a ampliação do convênio abrange áreas até então consideradas como demandas reprimidas. O novo acordo garante maior participação do Instituto de Cardiologia no atendimento às linhas de cuidado do AVC e de cardiopatia isquêmica.
Entre os procedimentos previstos, além dos atendimentos já executados pelo instituto, estão 1,3 mil eletrocardiogramas por mês, 12,9 mil exames de laboratório, 200 exames de raio-x e 94 monitoramentos mensais pelo sistema Holter (24 horas por dia), além da implantação de um Centro de Reabilitação Cardiovascular e Metabólica. Trata-se de uma academia de ginástica localizada dentro do hospital e voltada a pacientes cardíacos, com o objetivo de reeducá-los.
“O paciente que enfarta sai de lá sentindo-se um inválido. Nós queremos reabilitá-lo fisicamente”, explicou o superintendente do instituto, Alberto Beltrame. De acordo com ele, a Capital não conta, hoje, com serviço semelhante para usuários do SUS. As medidas visam combater a principal causa de morte do Rio Grande do Sul, que são as doenças cardíacas. “Com o envelhecimento da população, estima-se que esse volume de pessoas acometidas deve aumentar 40% até 2020”, avaliou Beltrame.