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Prefeitura apura causa de rompimento de dique em Porto Alegre

Alagamento atingiu ao menos 400 casas na zona Norte da Capital

Ao menos 50 pessoas ficaram desabrigadas após rompimento de dique na zona Norte da Capital
Ao menos 50 pessoas ficaram desabrigadas após rompimento de dique na zona Norte da Capital Foto : Ricardo Giusti
A prefeitura de Porto Alegre apura as causas do rompimento de um dique, na madrugada deste sábado, na zona Norte da Capital, que causou alagamentos na região e atingiu ao menos de 400 casas, deixando moradores desabrigados. As famílias foram resgatadas com o auxílio de barcos e botes.

Foi tudo muito rápido. Por volta da meia-noite, as águas do dique de contenção que represa as águas do rio Gravataí, situado ao lado da Fiergs, invadiu moradias das vilas Asa Branca, Nova Brasília, União e Elizabeth, no bairro Sarandi.

Ainda na manhã de sábado, o prefeito José Fortunati esteve vistoriando o local e o atendimento às famílias desabrigadas. Os moradores atingidos foram levados para a Escola Municipal Liberato Vieira da Cunha e doações já começavam a chegar. As vítimas da enchente faziam de tudo para resgatar seus pertences. Algumas estão ilhadas.

Equipes da prefeitura trabalham intensamente no local desde a 1h, quando a enchente teve início, mobilizando mais de cem funcionários do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), da Defesa Civil, da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), da Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros.  Além disso, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) faz bloqueios de trânsito na região porque a água está subindo e invadindo as ruas.

As causas do incidente ainda não estão claras. O trecho fissurado passa por reconstrução com areia e brita. Como medida de segurança, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) interrompeu a transmissão de energia elétrica na região durante a noite e o início da manhã.

Alguns desabrigados ficaram temporariamente alojados no CTG Recanto da Lagoa e, posteriormente, na Igreja Santa Catarina. De acordo com o presidente da Associação Loteamento Asa Branca, Clóvis Welter, o nível da água estava muito alto e subindo rápido. Ele ainda não contabilizou as perdas pessoais, considerando que as águas do Feijó invadiram o minimercado e a padaria de sua propriedade.

O transbordamento do Arroio Feijó não afetou apenas as famílias de quatro vilas. A água avançou inclusive na área pertencente à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), inundando todo o estacionamento. Por outro lado, até o final da manhã deste sábado ainda não havia atingido a avenida Assis Brasil, no trecho Centro-bairro.

Moradores da região das ilhas da Capital voltam para casa

Já na região das três ilhas da Capital atingidas pelas cheias provocadas pela chuva da semana passada, a maioria dos moradores já retornou para casa, retomando sua vida normal. Nas ilhas do Pavão, das Flores e dos Marinheiros, todos os abrigos foram desmobilizados.

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