A próxima etapa será a realização de um chamamento público para seleção da instituição parceira que vai gerenciar o Independência, com supervisão da Secretaria Municipal da Saúde. “Após recebermos as chaves, vamos realizar uma vistoria do prédio para definição dos critérios de seleção do parceiro”, ressaltou. O secretário ressaltou que o Independência reabrirá as portas com atendimento 100% custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Também será mantida oferta de atendimentos de traumatologia e ortopedia. No entanto, a Prefeitura projeta agregar procedimentos cirúrgicos ambulatoriais e a disponibilização de leitos para usuários de crack em síndrome de abstinência.
“Precisamos avaliar a situação em que se encontra a estrutura do Independência para operacionalizarmos a reabertura”, observou. Bosio afirmou que a Prefeitura não tem condições de arcar com a totalidade das despesas para a retomada do atendimento, assegurando que haverá necessidade de recursos do Estado e da União. O valor será apurado nos próximos dias, a partir da inspeção técnica.
“O município não teria capacidade financeira para adquirir este hospital”, enfatizou. Com a doação do Independência, Porto Alegre passará a contar com três unidades municipais, incluindo o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV). “A única diferença é que o Independência será gerenciado por instituição privada, que se responsabilizará pela contratação dos recursos humanos técnicos e especializados.
O valor necessário para a manutenção do custeio do hospital ainda não foi apurado. O Independência possui 95 leitos, sendo dez de UTI. A intenção da Secretaria Municipal da Saúde é ampliar a capacidade da UTI. A medida seria benéfica para a administração do HPS, que vem enfrentando superlotação crônica de suas unidades. Bosio recordou que, em 2001, o Independência recebeu o Prêmio Qualidade Hospitalar, outorgado pelo Sistema Único de Saúde.