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Prefeitura assina contrato para as obras de drenagem do arroio Areia

Após a conclusão, em 54 meses, 178 mil moradores de 14 bairros de Porto Alegre serão beneficiados

Obra beneficiará 178 mil moradores de 14 bairros de Porto Alegre
Obra beneficiará 178 mil moradores de 14 bairros de Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
Com um investimento de R$ 98,5 milhões e beneficiando 178 mil moradores de 14 bairros, as obras de drenagem do arroio Areia, localizado entre as avenidas Protásio Alves e Assis Brasil, terão duração de 54 meses. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo prefeito José Fortunati durante a assinatura do contrato no Paço Municipal, em Porto Alegre.

A diretora adjunta do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Daniela Bemfica, informou que a região receberá novas bacias e ampliação das redes subterrâneas, tanto em extensão quanto em circunferência. A obra de drenagem é considerada a maior desde a do Conduto Álvaro Chaves. Segundo Daniela, o contrato assinado pela prefeitura de Porto Alegre será enviado ao Ministério das Cidades que vai autorizar a liberação dos recursos. O começo das obras na zona Norte da cidade deverá ocorrer no primeiro semestre de 2017.

O diretor-geral do DEP, René José Machado de Souza, disse que serão construídas sete mil metros de galerias em 15 ruas, o que vai resultar na ampliação do sistema de macrodrenagem da região. Também será ampliada a casa de bombas Sílvio Brum localizada na avenida Sertório. A sala de geradores passará por reforma para implantação de novos dispositivos, ou seja, mesmo com a falta de energia elétrica, as bombas continuarão funcionando. A casa de bombas possui uma capacidade de bombeamento de 7,5 metros cúbicos por segundo. Após a ampliação, a casa de bombas passará a ter uma capacidade de vazão de 10 metros cúbicos por segundo.

“É uma obra histórica para Porto Alegre, por solucionar os problemas de alagamento na região”, comentou o prefeito.

O Ministério das Cidades vai repassar ao município R$ 237 milhões para investimentos em drenagem urbana. Os recursos, concedidos a fundo perdido (sem exigência de reembolso), são provenientes de verba do Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, o chamado PAC Prevenção.

O PAC prevê a execução de obras de prevenção de inundações e contenção de cheias em municípios de risco. O projeto prevê ainda obras nas bacias hidrográficas dos arroios Moinho e Areia, o Sistema de Proteção Contra as Cheias (com recuperação de algumas casas de bombas) e projetos executivos para as bacias hidrográficas dos arroios Guabiroba e Manecão.