“Pela primeira vez, houve um debate mais aprofundado a respeito da compensação dos dias quando foi acenado que não haveria registro (da greve) na vida funcional. Agora nós, mais uma vez, reafirmamos que não terminamos a greve sem que haja a garantia de nenhuma punição e a compensação de todos esses dias”, salientou.
Os servidores estão em greve desde o último dia 2, quando recusaram proposta de 6,28% de reajuste salarial oferecida pelo governo. Uma nova rodada de negociações está marcada para ocorrer nesta quarta-feira, a partir das 10h30min. Depois do encontro, os servidores municipais vão analisar os rumos do movimento, em assembleia marcada para o turno da tarde.
A reunião de hoje foi marcada pela presença de servidores nas ruas do Centro. No inicio da tarde, após realizarem caminhada por diversas ruas e avenidas da região Central de Porto Alegre, cerca de 200 municipários acompanharam ao vivo o Programa Esfera Pública que contou com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo, a quem eles dirigiram os protestos em meio ao debate. Representantes do Sindicato dos Municipários (Simpa) também participaram do programa.
A greve compromete serviços como educação, saúde, limpeza urbana e distribuição de água. Os grevistas devem cumprir uma decisão judicial que proíbe, desde a sexta-feira passada, obstruções em garagens e unidades de departamentos para que os serviços essenciais sejam prestados à população da Capital. A multa imposta é de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento.
Os trabalhadores pedem a reposição da inflação com avanço na recuperação das perdas salariais (o pedido original era de 20%), entre outras medidas, como reajuste no vale alimentação e garantia de plano de saúde. O Executivo ofereceu, até agora, o reajuste inflacionário, de 6,28%, em uma parcela, e confirmou o corte de ponto de quem parou de trabalhar.