Desde o descredenciamento, em setembro, a fiscalização no tráfego em Alvorada tem sido realizada por policiais da Brigada Militar (BM), porém, sem a emissão de multas. A expectativa da PGM é reverter o atual quadro de fiscalização, segundo o procurador-geral Luiz Carlos Telles. “Nós estamos à deriva da legislação de trânsito. Hoje, se o cidadão resolver infringir a lei, nós não temos qualquer autoridade para autuá-lo. Por isso, nós entramos na Justiça com mandado de segurança requerendo a nulidade de mais de 6,9 multas emitidas e o descredenciamento do município junto ao Cetran”, resumiu.
Segundo Cetran, em 27 de setembro o Departamento Municipal de Trânsito foi descredenciado, após uma auditoria que constatou irregularidades na autarquia. Entre elas, estão a falta de uma Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) e a existência de mais de mil processos parados desde 2008. Desde então, a fiscalização passou a ser feita por policiais militares. Porém, sem acesso ao sistema, as multas não têm sido lançadas na cidade. O descredenciamento ainda teve como motivação uma sentença judicial que determinou o desligamento dos controladores eletrônicos de velocidade e a suspensão do contrato com a empresa Eliseu Kopp, no fim de agosto, em função de indícios de fraude e direcionamento na licitação.