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Prefeitura de Cachoeira do Sul decreta situação de emergência

Outros municípios também devem adotar a medida devido a temporal de quarta-feira

A Defesa Civil Estadual irá avaliar nesta sexta-feira o Decreto de Situação de Emergência enviado pela prefeitura de Cachoeira do Sul. Segundo Eliseu Machado, secretário municipal do Planejamento, alguns pontos da cidade ainda estão sem luz. Quase 70% do município ficou sem luz na quarta-feira com a queda de mais de 40 postes. Algumas regiões também estão sem abastecimento de água. Ao menos 50 casas foram destelhadas.

De acordo com a assessoria de imprensa da AES Sul, duas localidades rurais de Cachoeira do Sul tiveram as redes de distribuição de energia elétrica destruídas pelo temporal de quarta-feira. Em Três Vendas e Passo do Moura há 32 postes caídos, mas acesso a apenas 12. As equipes da AES Sul não conseguem chegar aos demais 20 postes devido a alagamentos causados pelo temporal. Além dos postes, há fios rompidos e demais equipamentos elétricos danificados. A mesma situação ocorre em pontos de Agudo e Restinga Seca. A AES Sul trabalha com 30 equipes de caminhões e camionetes de forma ininterrupta.

Já a prefeitura de Dilermando de Aguiar enviou à Defesa Civil do Estado, nessa manhã, a Notificação Preliminar de Desastre. De acordo com o levantamento, 3,6 mil pessoas foram afetadas pelo temporal de quarta-feira. A cidade ainda permanece sem energia elétrica e sem linha telefônica. Um total de 300 casas foram danificadas e 240 moradores estão desalojados. Três pessoas tiveram feridos e estão internadas no hospital da cidade.

Em Santa Maria já foi realizada a remoção de quase 20 árvores, bem como a desobstrução de diversas vias da cidade. A mais prejudicada foi a de acesso ao distrito de Santo Antão. O prefeito Cézar Schirmer está analisando a possibilidade de decretar estado de emergência para as regiões mais afetadas pelo vendaval. Cerca de 30% das lavouras de trigo e soja sofreram danos e 250 casas foram destelhadas.

Já em Sapiranga, a prefeita Corinha Molling esteve reunida com os integrantes da Defesa Civil Estadual, que explicou uma série de itens necessários para que o Estado ou a União aceitem o Decreto de Calamidade Pública ou de Emergência que a prefeita pretendia assinar. Segundo ela, ao que parece, o dano não foi tão grande a ponto de garantir o auxílio. Diversas famílias estão abrigadas no Ginásio Municipal, recebendo auxílio e doações. São necessárias cerca de 3 mil telhas para os reparos em toda a cidade, que contabilizou 350 prédios destelhados. O feriado de Corpus Christi foi utilizado pelos moradores para reconstruir parte das residências danificadas pelo temporal.

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