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Prefeitura de Minas do Leão entrará na Justiça contra Corsan

Cerca de 70% da cidade está sem água pelo sexto dia consecutivo

A prefeitura de Minas do Leão pretende acionar na Justiça a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) por danos morais devido à falta de água, que entra no sexto dia consecutivo. Quase 70% da população sofre com o problema. A canalização fica embaixo do Arroio Taquara, e pela fragilidade, não resiste aos consertos diários. A Corsan já autorizou a construção por sobre a água, mas a obra deve demorar 30 dias para ser concluída.

Enquanto isso, o prefeito Miguel Almeida estuda, junto com a Procuradoria Geral do Município e com a assessoria jurídica terceirizada, uma ação coletiva por danos morais para evitar que a empresa faça o desconto somente dos dias em que o abastecimento de água ficou comprometido. Segundo Almeida, que também está sem água, já que mora no centro, a situação já passou do limite do aceitável. “Eles vem, consertam, a água volta por uma hora, e depois falta de novo. Temos um contrato com a Corsan, que não está sendo cumprido”, explica.

O prefeito não descarta protestos, se o problema persistir nos próximos dias. “Não duvido nada que, se amanhã e depois continuar sem água, os moradores tranquem a BR 116. E eu vou junto”, dispara. Os canos teriam rompido devido à correnteza do arroio, que encheu com a chuva. Foram 145 mm entre a sexta e o sábado pela manhã. "Minas do Leão foi a cidade onde mais choveu no Estado, e ironicamente está sem água", critica ele.

Na terça-feira, Almeida se reuniu com o diretor-presidente da Corsan, Luiz Zaffalon, e ouviu da companhia a proposta de descontar uma semana de fornecimento de água nas contas, e a promessa de que o problema será resolvido, de vez, em 30 dias. A reportagem aguarda o posicionamento da estatal sobre a possibilidade de ser acionada na Justiça.