Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) invadiram a sede da prefeitura de Porto Alegre na manhã desta terça-feira. Houve princípio de tumulto entre os invasores e a Guarda Municipal, responsável pela segurança do órgão. Três manifestantes teriam entrado na sede do Executivo municipal alegando precisar de informações. Minutos depois, cerca de 50 outros vieram atrás e tomaram conta do saguão principal do prédio, que fica no Centro da Capital. Entre os invasores há mulheres e crianças.
Conforme o membro da coordenação estadual do MNLM Ezequiel Morais, a invasão foi motivada por três reivindicações. A primeira delas é o reassentamento de 20 famílias retiradas do prédio na rua Caldas Júnior esquina com a Mauá, que em 2006 foi tomado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Essas famílias hoje estão vivendo na avenida Padre Cacique, 1345, mas temem ser desalojadas.
A segunda reivindicação dos manifestantes é que o município agilize o envio do cadastro de 50 famílias que vivem com renda entre zero e três salários mínimos para a Caixa Econômica Federal, para que essas pessoas passem a integrar o programa “Minha Casa, Minha Vida" do Governo Federal. A terceira diz respeito à promessa de construção de um loteamento no bairro Lami, na zona Sul de Porto Alegre, para 34 famílias que foram retiradas do bairro Chapéu do Sol onde viviam.
O secretário municipal da Governança da Prefeitura de Porto Alegre, Cézar Busatto, recebeu os líderes do movimento momentos após a invasão, e afirmou que as reivindicações são justas. “As pessoas têm direitos e necessidades e o governo tem que fazer o máximo para resolver essas situações”, disse o secretário.
O secretário do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Humberto Goulart, realizará reunião com os invasores às 15h, no Paço Municipal. Até lá, os manifestantes ficarão acampados no prédio.
Prefeitura de Porto Alegre é invadida por manifestantes
Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia tomaram a sede do Executivo municipal