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Prefeitura de Porto Alegre avalia pagar presos para ampliar trabalho de limpeza

Detentos do regime semiaberto atuam na recuperação de estragos do temporal

Prefeitura de Porto Alegre avalia pagar presos para ampliar trabalho de limpeza
Prefeitura de Porto Alegre avalia pagar presos para ampliar trabalho de limpeza Foto : DMLU / Divulgação / CP
Com a retirada dos 60 homens do Exército das ruas anunciada para a próxima sexta-feira, a Prefeitura de Porto Alegre avalia formas de estimular maior participação de apenados do regime semi-aberto no mutirão de limpeza dos danos provocados pelo temporal. Apesar de a Secretaria de Segurança Pública ter anunciado a intenção de reunir até 80 apenados para a limpeza das ruas, apenas 64 se apresentaram na segunda-feira e outros 41 ontem, durante o feriado.

Por isso, além da redução da pena conquistada por qualquer trabalho, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, cogita contratar os presidiários via convênios já existentes com a Secretaria Muncipal de Meio Ambiente (Smam), Carris ou Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que oferecem remuneração de cerca de um terço do salário mínimo. “Nós temos três contratos com a Susepe para prestação de serviço de apenados e, como a Smam também tem a finalidade de limpar a cidade, talvez a gente autorize um aditamento desse contrato. Porque, se houver um incentivo financeiro nesse trabalho voluntário, talvez tenhamos maior participação. Se não for nessa direção, vamos tentar através da Cootravipa (terceirizada que trabalha para o DMLU). O certo é que a cidade tem de estar limpa nos próximos dias e manter o serviço ordinário”, explicou.

O Comando Militar do Sul justificou o retorno dos militares aos batalhões pela necessidade de preparação para uma força-tarefa de combate ao mosquito Aedes Egypti. A ampliação do número de apenados será discutida em reunião entre a superintendente da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Marli Ane Stock, e representantes do município,a partir das 15h, no Centro Integrado de Comando da Capital (Ceic).

Depois, a partir das 17h, Melo volta a reunir secretários e diretores de órgãos municipais para uma reavaliação do plano de emergência. A partir de agora, passado o momento de pânico, o prefeito em exercício acredita ser possível organizar a limpeza e avaliação da situação de postes e árvores nos parques da Redenção, Marinha do Brasil e Harmonia.

Ainda, devido a muitas reivindicações via redes sociais, deve ser iniciada a discussão sobre como replantar a vegetação comprometida pelo temporal, para manter o ecossistema e a arborização no futuro em Porto Alegre. Melo cogita marcar um encontro com representantes de ONGs defesa do meio ambiente, no Parque Harmonia, para propor um plano ordenado de replantio.