A Prefeitura de Porto Alegre deve apresentar, nesta sexta-feira, novo pedido à Justiça para tentar derrubar a liminar que suspendeu o aumento das passagens do transporte público. Depois dos primeiros recursos negados, a gestão municipal conta com o aval emitido nessa quinta pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). A maioria dos conselheiros concordou com os cálculos da Empresa Pública de Transporte e Circulação(EPTC) que levaram às tarifas de R$ 3,75 para os ônibus e de R$ 5,60 para os lotações.
A falta de participação do Conselho no processo era o principal argumento da decisão judicial que impediu o reajuste, depois de ser adotado por três dias. Embora alegasse que a nova licitação dispensava os trâmites normais, a Prefeitura convocou o órgão para expor maior transparência à Justiça. A posição da gestão de José Fortunati (PDT) foi aprovada por 12 dos 16 conselheiros presentes na reunião, após mais de duas horas de discussão em que a minoria que representava trabalhadores e estudantes foi vencida.
O presidente do Comtu, Jaires Maciel, — que representa a categoria do transporte escolar —, tentou minimizar divergências sob o argumento de que a reunião seria meramente simbólica. Ele negou, inclusive, a entrada de uma comissão do Bloco de Luta pelo Transporte Público, que protestava do lado de fora da sede da EPTC. Diante da falta de diálogo, o grupo decidiu bloquear a avenida Ipiranga e acabou sendo alvo de uma bomba de gás lacrimogêneo lançada pela Brigada Militar. Nova manifestação está marcada para a próxima segunda-feira.
Prefeitura de Porto Alegre voltará a pedir na Justiça aumento da passagem
Comtu concordou com cálculo da tarifa apresentado pela EPTC