“Nós pressionamos para que a CEG faça algo parecido como a Light fez, que é um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. Ele estabelece prazos para que se modernize a rede e se resolvam os problemas. A nossa preocupação é, até que isso aconteça, como a gente monitora. A ideia é que se contrate uma empresa para fazer o monitoramento permanente de todas essas caixas onde há perigo de explosão”, disse o prefeito Eduardo Paes.
O promotor Rodrigo Terra, da Promotoria de Defesa do Consumidor, enfatizou a necessidade de haver maior comprometimento das concessionárias em solucionar o problema, principalmente a CEG, pois a Light já assinou um TAC com o MP. “Ela (a CEG) declarou categoricamente ao juízo da 4ª Vara Empresarial que não tinha qualquer responsabilidade por conta dessas explosões. E o que a gente tem visto ultimamente é exatamente o contrário. Na última explosão foi detectado gás e hoje de manhã (durante vistoria do Crea no Centro) foi detectado gás em um nível de explosividade inaceitável. Se ela não aceitar assinar esse Termo de Ajustamento de Conduta, há uma chance muito grande de a Justiça condená-la por violação de direito do consumidor”, alertou o promotor.
Os representantes da Light e da CEG saíram da reunião sem fazer declaração e delegaram ao prefeito e ao promotor a tarefa de comunicar o que ficou acordado no encontro.