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Prefeitura dobra contingenciamento e suspende obras previstas em Porto Alegre

Com os cortes, espera-se evitar parcelamento de salário dos servidores

Com os cortes de orçamento, a Prefeitura espera evitar o parcelamento do salário dos servidores
Com os cortes de orçamento, a Prefeitura espera evitar o parcelamento do salário dos servidores Foto : Joel Vargas / PMPA / CP
A Prefeitura de Porto Alegre anunciou um corte extra no orçamento, nesta quinta-feira. Em nota, o Executivo informou que espera economizar pelo menos R$ 64 milhões com as medidas de contingenciamento. O montante, somado aos R$ 67 milhões contingenciados já no início de janeiro, totaliza quase R$ 132 milhões em economia nesse ano.

A medida não atinge serviços essenciais, mas prejudica obras previstas. A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) vai ter corte mais expressivo, de quase R$ 27 milhões. O Departamento de Água e Esgotos (Dmae) teve reduzidos R$ 11 milhões no orçamento. Na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os recursos serão cortados em R$ 6,6 milhões. Construção de novas ciclovias e obras de saneamento previstas também estão suspensas.

Com os cortes de orçamento, a Prefeitura espera evitar o parcelamento do salário dos servidores. “Essas medidas são necessárias, diante da grave crise econômica que atinge o país e penaliza os municípios. No caso de Porto Alegre, a queda na arrecadação ameaça até mesmo o pagamento em dia da folha”, justifica José Fortunati.

Uma campanha interna deve ser realizada, junto aos servidores, incentivando as boas práticas na administração do material de expediente e outras despesas ordinárias. O Executivo justifica que, desde a publicação do decreto de contenção de despesas, em março, houve redução de diárias e compra de passagens aéreas, suspensão da celebração de novos convênios e da contratação de novas obras.