Geral

Prefeitura entra na Justiça exigindo que PSol pague às empresas de ônibus R$ 5 milhões

Segundo município, ação protocolada pelo partido causou prejuízos às prestadoras de serviço em 2016

Ação da Prefeitura cobra PSol por ter mantido valor reduzido da passagem em 2016
Ação da Prefeitura cobra PSol por ter mantido valor reduzido da passagem em 2016 Foto : Samuel Maciel / CP Memória
A Prefeitura de Porto Alegre entrou na Justiça para que cinco lideranças do PSol – Luciana Genro, Pedro Ruas, Fernanda Melchiona, Roberto Robaina e Alex Fraga – arquem com o prejuízo de cerca de R$ 5 milhões que teria sido causado às empresas de ônibus no ano passado. Em 2016, devido a uma ação do partido, as empresas responsáveis pelo transporte público não puderam cobrar por 33 dias o valor da tarifa do transporte coletivo de R$ 3.75, decretado na licitação. À época, o valor seguiu R$ 3.25.

Na ocasião, os representantes do PSol contestaram judicialmente que a análise do novo valor deveria ser feita pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). O Município obteve parecer favorável no Superior Tribunal de Justiça e reverteu a decisão posteriormente, pouco mais de um mês da ação do PSol. No dia seguinte, a tarifa retornou a R$ 3.75.

Em dezembro de 2016, dois dos cinco consórcios de ônibus da capital (Sul e Mais) ajuizaram uma nova ação na Justiça pedindo que a Prefeitura fizesse o ressarcimento de todos os prejuízos causados. A Procuradoria Geral do Município entrou, então, com uma ação, denominada juridicamente de “denunciação da lide”, buscando que os políticos do PSol - que foram os responsáveis pelo rebaixamento da tarifa no ano passado - custeiem os prejuízos financeiros das empresas.

O procurador municipal Carlos Eduardo da Silveira sustenta que a Prefeitura não foi a responsável pelo fato da passagem ter sido rebaixada no início da operação do sistema, durante pouco mais de um mês, limitando-se a cumprir uma determinação judicial e, inclusive revertendo em curto espaço de tempo o valor. E, baseado no Código de Processo Civil, o município pleiteia, agora, responsabilizar os autores do processo.