O secretário da Smov, Mauro Zacher, afirmou que é razoável a expectativa dos permissionários de reabrir o mercado no dia 10 de agosto. Pelo menos 29 lojas localizadas no térreo do Mercado deverão permanecer fechadas mesmo após o funcionamento parcial do prédio. O motivo são os problemas de infiltração decorrentes da falta de cobertura.
O laudo de vistoria do prédio, elaborado por engenheiros e arquitetos da prefeitura, foi apresentado nesta quarta-feira pelo titular da Smov. “Trabalhamos com a perspectiva de que nos próximos 45 dias poderemos estar reabrindo as bancas (do térreo) que não foram neste momento reabertas”, afirmou o secretário. As bancas do segundo piso, onde teve início o incêndio, permanecem fechadas.
O documento apresentado recomenda, ainda, a adequação do sistema de prevenção e proteção contra incêndio, em especial no que se refere à iluminação de emergência, sinalização de saídas, saídas alternativas, alarme de incêndio, extintores e hidrantes. Inaugurado em 1869, o Mercado Público nunca teve Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI).
“Já trabalhamos nesse sentido para a recuperação de toda a parte de segurança. Na sexta-feira temos uma reunião com o Ministério Público para que possamos reabrir o mercado de maneira parcial, mas com segurança ao usuário”, informou o titular da Smov. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deverá ser firmado com o MP antes da reabertura parcial.
O laudo de vistoria constatou a destruição da central de ar-condicionado e do elevador. As instalações hidrossanitárias e a rede de gás deverão ser reconstituídas e testadas. As estruturas metálicas da cobertura e as paredes longitudinais de tijolos maciços apresentam condições de estabilidade. O revestimento interno em reboco, por sua vez, foi danificado e apresenta fissuras e descolamento generalizado. Para a reabertura, o laudo recomenda a remoção de todos os componentes de instalações elétricas que foram danificados, com atenção especial aos eletrodutos e caixas de derivação, que representa um risco maior à segurança.