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Prefeitura estuda alterar edital para instalação do mobiliário urbano

Relógios digitais estão desativados desde julho do ano passado

Relógios digitais estão desativados desde julho do ano passado
Relógios digitais estão desativados desde julho do ano passado Foto : Alina Souza
A instalação e manutenção do mobiliário urbano de Porto Alegre segue indefinida pela Prefeitura, gerando transtornos à população. Um exemplo é a desativação dos relógio eletrônico digital, que marca a temperatura e a hora, e as placas de identificação das vias.

A licitação para a prestação do serviço, que ocorreu na semana passada, foi deserta, sem interessados. Agora, o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela concorrência aguarda uma decisão do prefeito José Fortunati para saber se será preciso fazer alterações em um novo edital. O coordenador do GT, Arnaldo Guimarães, estima que uma reunião com o prefeito deve ser agendada ainda nesta semana para direcionar os próximos passos de trabalho do grupo. “Está com ele a decisão de como será feito o próximo certame”, explicou.

A concorrência pública foi lançada em setembro do ano passado reunindo uma série de equipamentos, sendo que havia uma grande diferença entre as suas finalidades. No pacote estava a confecção, instalação, conservação e manutenção de abrigo em ponto de parada de ônibus, relógio eletrônico digital, totem de estação de corredor, mobiliário urbano para informações e placas com nome das vias da Capital.

No caso dos relógios eletrônicos digitais, com a divulgação da temperatura, espalhados pela cidade, já estão desligados desde julho de 2015, com o final do contrato anterior. O edital previa 200 equipamentos com espaço para publicidade. A empresa vencedora poderia explorar os espaços com publicidade, com exceção das placas de identificação das ruas.

A estimativa é de que a concessão gerasse R$ 950 mil ao ano de receitas para o município. O valor seria aplicado na ampliação de outros pontos do mobiliário, não descritos no processo. Caso a Prefeitura realizasse a instalação e manutenção destes equipamentos no período da concessão, de 20 anos, gastaria cerca R$ 357 milhões.